Leão XIV saúda Varvara, ucraniana curada de câncer
Publicado em 18/10/2026 · Redação Portal Católico da Fé · Revisado periodicamente pela Equipe de Catequistas
Foto: Edgar Beltrán / The Pillar, CC BY-SA 4.0, adaptada
Resumo
- Ao sair do Hospital Gemelli, em Roma, no sábado, 17, Leão XIV cumprimentou Varvara, jovem ucraniana de 13 anos curada de câncer.
- Ela tinha abraçado o Papa em 31 de dezembro, na Praça São Pedro, e veio retribuir o gesto rezando por ele.
- Varvara entregou uma foto do abraço em moldura de cerâmica, um boneco de feltro com o rosto do Papa e a pelúcia Basik.
Um encontro na saída do hospital
No sábado, 17 de outubro, o Papa Leão XIV deixou o Hospital Gemelli, em Roma, depois de receber alta. Na porta, uma jovem ucraniana de 13 anos, chamada Varvara, conseguiu se aproximar do carro do Pontífice.
A segurança do hospital a levou até lá. Ela só pretendia rezar diante do prédio. Acabou conversando com o Papa pessoalmente, com a ajuda de um padre ucraniano como tradutor, o padre Taras Kotsur, da redação ucraniana da Rádio Vaticano.
Em meio a gritos e aplausos, Varvara contou que o abraço de dezembro lhe deu forças para enfrentar a doença. "Hoje a venci", disse. Depois, pediu que o Papa a benzesse. Leão XIV a benzeu e agradeceu o carinho.
Quem é Varvara e o caminho até a cura
Varvara vem da região de Zaporíjia, na Ucrânia, e gosta de história, literatura e música. Seu instrumento preferido é a bateria.
A família fugiu dos bombardeios e encontrou abrigo em Chernivtsi, no sudoeste do país. Foi lá que, em 2025, ela recebeu o diagnóstico de câncer.
Uma associação humanitária chamada La Memoria Viva, de Castellamonte, perto de Turim, na Itália, ajudou a levá-la a tratamento. Ela foi atendida no Hospital Regina Margherita, em Turim. Segundo a reportagem, a Ucrânia tem opções de tratamento, mas os hospitais estão sitiados e muitas vezes sem energia.
Na Itália, a família encontrou acolhida. Também enfrentou cirurgias, sofrimento e desânimo. Poucos dias antes do encontro, uma ressonância magnética e uma tomografia confirmaram a cura. Ela veio de trem a Roma, com o pai, Dmytro, e a mãe, Iryna.
Um abraço em dezembro e uma visita agora
O primeiro encontro com o Papa aconteceu em 31 de dezembro, durante uma audiência na Praça São Pedro. Varvara estava doente e perto de uma cirurgia. Ela disse que o abraço lhe deu ânimo e coragem. Para ela, aquilo já bastava como um sonho realizado.
Ao saber que o Papa estava internado, sentiu vontade de ir a Roma. Queria rezar por ele sob a janela do hospital e devolver o abraço. Pelo WhatsApp, contou o plano a Roberto Falletti, voluntário da Memoria Viva, e a rede de solidariedade tornou a viagem possível.
À saída, ela deixou um recado ao Papa: "O senhor também superará este momento". Desejou ainda que ele continue em seu Evangelho, isto é, na missão de anunciar a Boa-Nova de Jesus.
Os presentes que ela preparou
Varvara levou três lembranças, todas feitas com cuidado e cheias de significado:
- Uma foto impressa do abraço dos dois em frente à Basílica de São Pedro.
- A moldura da foto, feita na cerâmica típica de Castellamonte, cidade onde a família mora.
- Um boneco de feltro com o rosto do Papa, costurado por ela mesma.
O boneco tem uma história. Varvara trouxe de casa uma pelúcia, rebatizada de Basik, única lembrança da vida anterior à guerra. Ela a chamava de "irmão mais novo" e dizia que era o único amigo desde o início do conflito.
Por isso quis dar ao Papa algo parecido. Disse que gostaria que o boneco o acompanhasse no caminho da recuperação, como Basik a acompanhou.
O que essa história diz a quem está aqui
A notícia lembra que a oração e a presença de quem cuida fazem diferença. O Catecismo da Igreja Católica recorda que o doente pode recorrer a Deus e pedir a cura (n. 1502). Varvara fez isso, e outras pessoas a ajudaram a seguir em frente: voluntários, médicos, vizinhos e a própria família.
No Brasil, muitas paróquias têm a Pastoral da Saúde, que visita doentes em casa e nos hospitais. Os fiéis também podem pedir o sacramento da Unção dos Enfermos, que fortalece quem passa por uma doença grave. Para entender melhor, veja a página sobre os sacramentos.
O Papa acabava de sair de uma internação e, mesmo assim, parou para ouvir uma menina. Ela veio de longe só para rezar por ele. Um gesto simples, como uma visita, uma mensagem ou um bilhete, também pode levar ânimo a alguém da sua família ou da sua comunidade.
Que tal rezar hoje por uma pessoa doente que você conhece? Se quiser um roteiro, há orações no portal. Para acompanhar outras notícias do Papa e da Igreja, visite a página de notícias. Depois, ligue para alguém que esteja em tratamento, ou pergunte na paróquia como participar da Pastoral da Saúde.
Fonte
Notícia escrita pela redação do Portal Católico da Fé com informações de Vatican News.
Leia também
Comentários
Só assinantes podem comentar. Todos os comentários passam por moderação.
Ainda não há comentários. Seja o primeiro a comentar.



