Quem foi Santa Teresinha
Teresa Martin nasceu em 2 de janeiro de 1873, em Alençon, na França. Morreu em 30 de setembro de 1897, aos 24 anos, no convento das carmelitas de Lisieux. Viveu pouco e conheceu poucos lugares. Mesmo assim, a Igreja a declarou Doutora da Igreja, título dado a santos cujo ensino ajuda todos os fiéis.
Ela é conhecida como Teresinha do Menino Jesus e da Santa Face. Foi o nome que recebeu no Carmelo, ordem religiosa dedicada à oração e ao silêncio. O Menino Jesus lembra a confiança de uma criança. A Santa Face lembra o rosto de Jesus na Paixão. Os dois títulos resumem a vida dela: confiar em Deus e amar até no sofrimento.
Teresinha escreveu poucas páginas, mas elas chegaram a muitos países. O caminho que ensinou chama-se pequena via. Qualquer pessoa pode segui-lo: mãe de família, aposentado, doente ou jovem. Nesta página você vai conhecer a vida dela, a morte, a canonização e uma forma simples de pedir a sua intercessão, isto é, de pedir que ela reze por você a Deus.
Uma família que rezava e uma perda cedo
Teresa foi a caçula de nove filhos de Luís Martin e Zélia Guérin. Quatro morreram ainda crianças. Cinco meninas cresceram: Maria, Paulina, Leônia, Celina e Teresa. O Papa Francisco canonizou os pais em 2015. Conheça a história deles na página de São Luís e Santa Zélia Martin.
A casa tinha horário para a oração, a missa e a visita aos pobres. Teresa cresceu nesse clima. Aos quatro anos, porém, perdeu a mãe, vítima de câncer, em 28 de agosto de 1877. O pai mudou-se com as filhas para Lisieux, onde moravam os tios maternos. A família passou a viver numa casa chamada Les Buissonnets.
A perda marcou a menina. Ela ficou tímida e chorava por qualquer coisa. A irmã Paulina passou a ser como uma segunda mãe. Por isso Teresa sofreu muito quando Paulina entrou no Carmelo de Lisieux, em outubro de 1882.
Na Páscoa de 1883, Teresa adoeceu com febres e tremores que assustaram a família. Os médicos não souberam explicar bem o mal. Em maio daquele ano, ela contou que a imagem de Nossa Senhora, ao lado da cama, pareceu sorrir para ela. A menina melhorou e ficou curada. Ela mesma relata o fato em seus escritos.
Da Primeira Comunhão ao Carmelo
Teresa fez a Primeira Comunhão em 8 de maio de 1884. Descreveu o dia como um encontro de amor, sem medo. Seu desejo de pertencer a Jesus só crescia. Mas ela continuava sensível demais e se magoava com facilidade.
Isso mudou na noite de Natal de 1886. Ao voltar da Missa do Galo, ouviu o pai fazer um comentário cansado sobre os presentes. Antes, aquilo a faria chorar. Dessa vez, ela se conteve e sorriu. Teresa chamou o momento de conversão de Natal. Disse que, a partir dali, passou a pensar mais nos outros do que em si.
Ela queria ser carmelita desde menina. Mas a idade mínima era 21 anos, e ela tinha 14. Em novembro de 1887, viajou em peregrinação a Roma com o pai e a irmã Celina. Na audiência com o Papa Leão XIII, em 20 de novembro, ajoelhou-se e pediu licença para entrar no Carmelo aos 15 anos. O Papa respondeu que ela entraria se Deus quisesse.
A permissão veio meses depois. Teresa entrou no Carmelo de Lisieux em 9 de abril de 1888, com 15 anos. Recebeu o hábito (a roupa das religiosas) em 10 de janeiro de 1889. Fez a profissão religiosa, ou seja, os votos de pobreza, castidade e obediência, em 8 de setembro de 1890.
A pequena via
Teresa sentia desejo de grandes obras. Queria ser missionária, mártir, sacerdote. Mas vivia num convento e se achava frágil. Ao ler São Paulo, em 1 Coríntios 12 e 13, encontrou a resposta: sem amor, nada vale. Escreveu então sua frase mais famosa: “No coração da Igreja, minha mãe, eu serei o amor” (Manuscrito B). O Catecismo a cita ao falar da santidade (CIC 826).
Dessa descoberta nasceu o que ela chamou de caminho da infância espiritual. Jesus disse que quem não se fizer como criança não entra no Reino dos Céus (Mt 18,3). Teresa levou a palavra a sério. Confiou em Deus como a criança confia no pai, sem se achar capaz de tudo sozinha.
Ela explicou o caminho com uma imagem da época. Subir a escada da perfeição era cansativo demais para ela. Queria um elevador, e o elevador, escreveu, são os braços de Jesus.
Na prática, ela vivia esse caminho em gestos pequenos. Veja alguns exemplos, tirados de seus escritos:
- Sorrir para uma irmã de gênio difícil, em vez de reagir com irritação.
- Aceitar uma crítica sem se defender.
- Fazer o trabalho comum com atenção, como oferta a Deus.
- Não reclamar do frio nem do cansaço.
- Rezar por quem a incomodava.
Em 9 de junho de 1895, Teresa se ofereceu ao Amor Misericordioso de Deus. Foi um ato de entrega: pediu que o amor de Deus tomasse conta de sua vida. Sobre a oração, escreveu que ela é “um impulso do coração” (Manuscrito C). O Catecismo também cita essa frase (CIC 2558).
Vida no Carmelo, escritos e missões
A rotina no convento era simples e dura: orações, trabalho, silêncio e pouco conforto. Teresa trabalhou na rouparia e na sacristia. Depois ajudou a orientar as noviças, jovens que se preparavam para a vida religiosa. Em 1894, sofreu a morte do pai, que adoecera havia anos. Pouco depois, a irmã Celina também entrou no Carmelo.
Em 1895, Madre Inês de Jesus, a irmã Paulina, então priora (a superiora do convento), pediu que Teresa escrevesse as lembranças da infância. Vieram depois mais dois textos, em 1896 e 1897. Juntos formam o livro História de uma Alma, publicado em 1898, um ano após a morte dela. O livro foi traduzido para muitos idiomas.
Teresa também escreveu e rezou por dois jovens missionários, Adolphe Roulland e Maurice Bellière, confiados a ela como irmãos espirituais. Rezava por eles e pelo trabalho que faziam longe da França. Por isso a Igreja a reconhece como padroeira das missões, embora ela tenha passado quase toda a vida em casa e no convento.
A doença e a morte
Na noite entre a Quinta-feira Santa e a Sexta-feira Santa de 1896, Teresa tossiu sangue pela primeira vez. Era o sinal da tuberculose. Ela entendeu o aviso e o acolheu com paz. Nos meses seguintes, porém, passou por uma prova interior: tinha dúvidas sobre o céu. Contou que, mesmo assim, continuou a dizer que acreditava.
Nessa fase, ela escreveu que se sentava à mesa dos pecadores e rezava por quem não tem fé. Unia o próprio sofrimento ao de Jesus na cruz, em favor dos outros. Aqui se vê o sentido da Santa Face no nome dela.
Em julho de 1897, foi levada para a enfermaria. As dores eram fortes e a respiração, difícil. As irmãs lembram que ela manteve a oração e a serenidade. Segundo elas, Teresa disse que passaria seu céu fazendo o bem na terra e que faria cair uma chuva de rosas.
Ela morreu em 30 de setembro de 1897, aos 24 anos, depois de mais de nove anos de Carmelo. Suas últimas palavras registradas foram: “Meu Deus, eu Vos amo!”.
Canonização e Doutora da Igreja
Depois da morte, o livro circulou pelos conventos e pelas famílias. Muitos leitores passaram a pedir a ajuda de Teresa e a relatar graças recebidas. A fama de santidade cresceu depressa. O Papa Pio XI a beatificou em 29 de abril de 1923 e a canonizou em 17 de maio de 1925, ou seja, 28 anos depois de sua morte.
Em 1927, o mesmo Pio XI a declarou, junto com São Francisco Xavier, padroeira universal das missões. Em 1944, o Papa Pio XII a proclamou, ao lado de Santa Joana d’Arc, padroeira secundária da França. Padroeiro é o santo que a Igreja propõe como protetor e exemplo de um povo, de um lugar ou de uma atividade.
Em 19 de outubro de 1997, no centenário de sua morte, São João Paulo II a declarou Doutora da Igreja, na carta apostólica Divini Amoris Scientia, que significa “ciência do amor divino”. Doutor da Igreja é o santo cujo ensino a Igreja reconhece como guia seguro para todos. Teresa foi a terceira mulher a receber o título, depois de Santa Teresa de Ávila e Santa Catarina de Sena, em 1970.
Hoje, Lisieux recebe peregrinos de vários países. Você pode conhecer o Carmelo onde ela viveu e a basílica em sua honra no site oficial do Santuário de Lisieux.
A festa litúrgica de Santa Teresinha é em 1º de outubro. Você encontra essa e outras datas no calendário do portal. Outubro também é dedicado às missões na Igreja do Brasil, e Teresinha é padroeira delas.
Devoção no Brasil e como pedir a intercessão
No Brasil, a devoção a Santa Teresinha é muito viva. Há paróquias, capelas, escolas e comunidades carmelitas com o nome dela. Sua imagem costuma aparecer com rosas e um crucifixo nos braços. Em outubro, muitas comunidades fazem missas e novenas em sua honra.
A tradição popular conta que quem reza a ela costuma receber uma rosa, ou ver uma, como sinal de que o pedido foi ouvido. A Igreja não exige que se creia nisso. O essencial é rezar com confiança, como ela ensinou.
Pedir a intercessão de um santo é pedir que ele reze conosco a Deus, como pedimos a um amigo. O Catecismo ensina que os santos não deixam de interceder por nós diante do Pai (CIC 956). Você reza a Deus, e Teresinha acompanha o seu pedido.
Se quiser rezar com ela, siga este passo a passo simples:
- Escolha um momento calmo e faça o sinal da cruz.
- Leia devagar Mateus 18,1-4, sobre quem se faz criança.
- Conte a Deus, com suas palavras, o que pesa no seu coração.
- Peça a Santa Teresinha que reze por você e pela sua família.
- Reze a oração que está no fim desta página.
- Ao longo do dia, faça um gesto pequeno de amor, como ela fazia.
Para rezar durante vários dias, veja as novenas do portal. Você também encontra outras orações e a lista de padroeiros, com santos para cada situação da vida.
O que significa a imagem de Santa Teresinha
- Rosas
- Lembram a promessa de Teresinha de fazer cair uma chuva de rosas, sinal das graças que ela alcança a quem pede.
- Crucifixo
- Recorda a Santa Face de Jesus e o amor que aceita o sofrimento com confiança.
- Hábito carmelita marrom com véu preto
- É a veste das carmelitas, que vivem de oração e silêncio.
- Livro História de uma Alma
- Representa os escritos que difundiram a pequena via e a tornaram Doutora da Igreja.
Para saber mais: Vatican News, santo do dia.
Oração a Santa Teresinha do Menino Jesus
Santa Teresinha, tu que seguiste o caminho da confiança, reza por mim. Ensina-me a entregar a Deus meus medos, como uma criança se entrega ao pai. Ajuda-me a fazer com amor as tarefas simples de cada dia. Dá-me paciência com quem me incomoda e coragem na doença e na dor. Lembra-te dos missionários e dos que ainda não conhecem Jesus. Amém.
Tenha sua foto com Santa Teresinha
Envie uma foto sua, do seu filho ou de quem você ama. Em poucos minutos você recebe a montagem com Santa Teresinha do Menino Jesus, pronta para guardar, imprimir e mandar no WhatsApp.
- Pagamento por Pix, a partir de R$ 10
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- Chega também no seu e-mail
Acenda uma vela para Santa Teresinha
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