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Ministros da Comunhão no Rio: 1.062 novos são investidos

Publicado em 17/10/2026 · Redação Portal Católico da Fé · Revisado periodicamente pela Equipe de Catequistas

Igreja enfeitada com convidados antes de missa de casamento

Foto: Nheyob, CC BY-SA 3.0, adaptada

Resumo

  • Dom Orani presidiu a Missa na Catedral de São Sebastião, no Rio, no dia 3 de outubro, com 1.062 novos ministros da Comunhão.
  • Com os novos, a Arquidiocese do Rio chega a 10.701 ministros, leigos que ajudam a distribuir a Eucaristia e visitam os enfermos.
  • Os ministros receberam uma identificação nova em PVC e a oração a São Mateus Moreira, seu padroeiro.

Catedral do Rio recebe mais de mil novos ministros

No dia 3 de outubro, a Catedral de São Sebastião, no Rio de Janeiro, ficou cheia de fiéis para uma Missa especial. Nela, 1.062 pessoas foram oficialmente investidas como Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão, os chamados Mesc.

Quem presidiu a celebração foi o cardeal Orani João Tempesta, arcebispo do Rio. Concelebraram com ele o bispo auxiliar Dom Joselito Ramalho Nogueira, que acompanha os ministros de perto, o pároco da Catedral, cônego Cláudio dos Santos, e dezenas de padres.

Com os novos nomes, a Arquidiocese do Rio passou a ter 10.701 ministros espalhados por paróquias e comunidades. O encontro acontece todo ano e reúne gente de lugares bem diferentes da cidade.

Quem são os ministros da Comunhão

Os Mesc são homens e mulheres leigos, ou seja, que não são padres nem diáconos. Eles ajudam o padre a distribuir a Comunhão na Missa e levam a Eucaristia a quem não consegue ir à igreja.

A palavra "extraordinários" tem uma explicação simples. Quem distribui a Comunhão normalmente é o padre ou o diácono. Os leigos entram como auxiliares quando há necessidade, como em paróquias grandes ou em visitas a doentes.

Na cerimônia, o padre Arthur José Torres da Conceição, assessor da Arquidiocese para esse ministério, apresentou os candidatos ao arcebispo. Ele confirmou que todos foram indicados pelos pastores de suas comunidades e fizeram a preparação exigida. Para entender melhor o que a Igreja ensina sobre esse sacramento, vale conhecer a categoria de sacramentos do portal.

São Mateus Moreira, o padroeiro dos ministros

O dia 3 de outubro é a memória dos mártires de Cunhaú e Uruaçu, no Rio Grande do Norte, entre eles André de Soveral e Ambrósio Francisco Ferro. A Missa lembrou em especial São Mateus Moreira, leigo que é o padroeiro dos Mesc no Brasil.

Segundo a fonte, ele foi morto por causa da fé, em 1645. No momento do martírio, proclamou: "Louvado seja o Santíssimo Sacramento!". Por essa fidelidade à Eucaristia, tornou-se exemplo para quem hoje serve no mesmo ministério.

Você pode conhecer outros santos e a data de cada festa no calendário do portal.

O que disseram o cardeal, o bispo e os padres

Na homilia, Dom Orani agradeceu a dedicação dos ministros aos enfermos, em casa e nos hospitais. Lembrou que a missão não se resume a levar a Comunhão: pede também testemunhar Jesus Cristo com a própria vida e cuidar da união da Igreja. Aos novos, disse que a caridade será praticada "com mais fervor" ao distribuir a Eucaristia.

Estes foram os principais recados da celebração:

  • Dom Orani: viver a intimidade com o Senhor, porque ali nasce a alegria do serviço, e dar testemunho do Evangelho diante dos desafios da cidade.
  • Dom Joselito: o exemplo dos mártires dá coragem para perseverar. Ele pediu que os ministros sejam sinais da presença de Cristo nas comunidades.
  • Cônego Cláudio: a força vem da oração. Disse que o ministro "é homem e mulher da adoração".
  • Padre Arthur: levar a Comunhão a quem não pode sair de casa é uma Igreja "em saída", que vai ao encontro das pessoas. O doente deve ocupar o centro da atenção.

O padre Arthur citou também as palavras de Jesus: "Estive doente e fostes me visitar" (Mt 25,36). Para quem quer ler o trecho completo, há mais textos na categoria Bíblia.

Carteirinha nova e gesto de caridade

Antes do encerramento da Missa, a Arquidiocese apresentou o novo modelo de identificação dos ministros. A carteirinha de papel foi trocada por uma versão em PVC, material mais resistente. Representantes da coordenação receberam o documento das mãos do arcebispo.

Os ministros ganharam ainda um material com a imagem e uma breve história de São Mateus Moreira. Rezaram juntos a oração ao padroeiro, aprovada para uso na Arquidiocese, conduzida por Dom Orani. Ela pede fidelidade à missão, zelo no serviço e amor a Jesus sacramentado.

Houve também um gesto concreto de caridade. Os ministros colaboraram com o Seminário São José, que forma futuros padres. Neste ano, ajudaram ainda a Casa do Padre Cardeal Câmara, que acolhe sacerdotes idosos e doentes.

O que isso muda para você e sua paróquia

Muita gente já recebeu a visita de um ministro da Comunhão na própria casa, num momento de doença. É um serviço discreto, feito por vizinhos e conhecidos da comunidade, e que costuma passar despercebido.

A Igreja ensina que, na Eucaristia, Jesus está presente de verdade, com Seu Corpo e Seu Sangue (veja o Catecismo da Igreja Católica, n. 1374). Por isso, levar a Comunhão a um doente é levar o próprio Cristo até ele.

Se você conhece alguém acamado ou idoso que sente falta da Missa, converse com o seu pároco e pergunte como pedir essa visita. Se tiver tempo e disposição, também pode perguntar como participar da formação dos ministros em sua paróquia.

Aproveite para rezar pelos que levam a Comunhão aos doentes. Uma Ave-Maria por eles já ajuda, e você encontra outras orações na categoria de orações. Se o assunto tocou você, mande este texto no grupo da família e lembre os parentes que cuidam de algum enfermo.

Fonte

Notícia escrita pela redação do Portal Católico da Fé com informações de Arquidiocese do Rio.

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