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Ministros da Consolação: Rio recebe 75 novos na Catedral

Publicado em 17/10/2026 · Redação Portal Católico da Fé · Revisado periodicamente pela Equipe de Catequistas

Chaves de São Pedro

Resumo

  • No dia 10 de outubro, na Catedral de São Sebastião, no Rio, o Cardeal Orani Tempesta investiu 75 novos Ministros da Consolação e Esperança.
  • Com eles, a Arquidiocese passa a ter cerca de 700 leigos que acolhem famílias em luto nos cemitérios, cinzários e ossuários.
  • Os ministros receberam uma cruz para usar em serviço e foram enviados em missão para o Dia de Finados, em 2 de novembro.

Em missa na Catedral, Rio ganha 75 novos ministros

No dia 10 de outubro, a Catedral de São Sebastião, no Rio de Janeiro (RJ), recebeu o Encontro do Pastor com os Ministros Extraordinários da Consolação e Esperança. A missa foi presidida pelo arcebispo, o Cardeal Orani João Tempesta.

Nessa celebração, 75 novos ministros foram investidos, isto é, receberam oficialmente a missão. Com eles, a Arquidiocese do Rio passa a contar com cerca de 700 leigos nesse serviço.

O encontro quis fortalecer a unidade entre os integrantes e criar um momento de proximidade com os pastores. Vieram ministros de vários vicariatos, que são as regiões em que a Arquidiocese se divide, e também seus familiares.

A coordenação estava presente: o bispo referencial Dom Tiago Stanislaw (o bispo que acompanha o ministério), o padre Niraldo Lopes de Carvalho, a coordenadora Regina Marchese e o diácono Carlos Alexandre Souza de Aguiar.

Quem são esses ministros e o que eles fazem

Os Ministros da Consolação e Esperança são leigos, ou seja, católicos que não são padres nem diáconos. Eles atendem nos cemitérios da cidade, nos cinzários (onde ficam guardadas as cinzas) e nos ossuários das paróquias.

Estar ao lado de quem acaba de perder alguém querido é tarefa simples de dizer e delicada de cumprir. Na prática, o trabalho inclui:

  • acompanhar as pessoas que enfrentam a morte de um ente querido;
  • conduzir as orações pelos falecidos;
  • ouvir as famílias com paciência e respeito;
  • oferecer solidariedade e consolo, com base na fé na ressurreição;
  • anunciar a esperança da vida eterna.

Dom Orani lembrou que esses ministros ficam de plantão nas manhãs e nas tardes. Ele reconheceu o trabalho de padres e diáconos, mas destacou que os leigos garantem um acompanhamento constante nos locais de sepultamento.

Esse serviço tem raiz antiga. Entre as obras de misericórdia, a Igreja ensina a consolar os aflitos e a enterrar os mortos (Catecismo, n. 2447). Os ministros vivem isso todos os dias.

A cruz no peito e o gesto antes do plantão

Depois da homilia, 13 novos ministros, que representavam os 13 vicariatos da Arquidiocese, receberam do arcebispo uma cruz. Eles devem usá-la sempre que estiverem em serviço junto às famílias nos cemitérios.

Ao final da missa, Dom Tiago explicou o sentido. Segundo ele, desde a antiguidade os missionários recebem a cruz ao serem enviados, para lembrar que vão em nome de Cristo. “Toda a nossa esperança está na Cruz de Cristo”, afirmou.

O bispo reconheceu que o cemitério não é um lugar fácil. Por isso, deu uma sugestão: antes de começar o atendimento, pegar o crucifixo e beijá-lo, oferecendo o serviço do dia ao Senhor, com amor aos outros.

É um gesto que cabe a qualquer pessoa, antes de uma visita difícil ou de uma conversa delicada.

O que disseram o cardeal e o padre Niraldo

Na homilia, Dom Orani explicou que o trabalho nos cemitérios vai além de conduzir as exéquias, que são as orações do sepultamento. Para ele, é também ocasião de catequese: a Igreja acompanha as perguntas que a morte desperta e anuncia a ressurreição.

“Cremos na vida eterna”, disse o cardeal. É o que ensina o Catecismo da Igreja Católica ao tratar dos funerais cristãos, nos números 1680 a 1690. Na Bíblia, Jesus afirma: “Eu sou a ressurreição e a vida” (Jo 11,25).

O arcebispo também agradeceu a Deus pelos quase 700 ministros que, em nome da Arquidiocese, são a presença da Igreja nos momentos de dor do povo.

O padre Niraldo, assistente eclesiástico do ministério (o sacerdote que acompanha o grupo), falou da responsabilidade de atender quem perdeu um pai, uma mãe ou um filho. Segundo ele, o ministro está ali para colocar no coração de quem sofre “uma semente de esperança”.

Ele ainda pediu que cada plantão seja vivido com todo o empenho e amor, como caminho de santificação. Lembrou que esse serviço cumpre o Evangelho, que manda ir ao encontro de quem sofre.

Ano jubilar e envio para o Dia de Finados

A missa fez parte de um ano jubilar na Catedral de São Sebastião. A igreja celebra 50 anos da mudança para a atual sede, 450 anos da Prelazia e 350 anos da criação da Diocese do Rio de Janeiro.

Na igreja jubilar, quem participou da Confissão e da Comunhão e rezou nas intenções do Papa Leão XIV pôde receber a indulgência plenária, seguindo as condições da Igreja. Indulgência plenária é o perdão total da pena que ainda resta por pecados já perdoados. Para entender melhor, veja a nossa seção sobre os sacramentos.

A celebração teve também preces pelo 30º dia da morte de João Monteiro de Barros Filho, fundador da Rede Vida de Televisão, lembrado por sua contribuição à evangelização nos meios de comunicação católicos.

Por fim, os ministros foram enviados em missão para o Dia de Finados, em 2 de novembro. Nos cemitérios do Rio, eles vão acolher as famílias enlutadas e anunciar Cristo Ressuscitado.

O que essa notícia pede de nós

Quase todo mundo já esteve num sepultamento sem saber o que dizer. Saber que há alguém preparado para acolher, rezar e escutar faz diferença nessa hora.

Se você tem tempo e jeito para escutar, procure a sua paróquia e pergunte como participar desse ministério. Ele exige preparação e a indicação do pároco. Se não puder, reze por quem faz esse trabalho.

No Dia de Finados, vá ao cemitério com a família e reze por quem partiu. Se precisar de ajuda, veja as orações do portal e confira as datas do mês no calendário. Para acompanhar a vida da Igreja perto de você, acesse as notícias.

Fonte

Notícia escrita pela redação do Portal Católico da Fé com informações de Arquidiocese do Rio.

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