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Papa Leão XIV na França: Paris, Lourdes e Metz

Publicado em 20/10/2026 · Redação Portal Católico da Fé · Revisado periodicamente pela Equipe de Catequistas

Papa Leão XIV na missa de início do pontificado, na Praça de São Pedro, em 2025

Foto: U.S. Department of State, Domínio público

Resumo

  • Leão XIV visitou Paris, Lourdes e Metz, e alertou para o risco de um vazio depois do Batismo de quem chega à fé.
  • Em Lourdes, rezou o Rosário, pediu coragem aos bispos e disse que os doentes estão no coração da Igreja.
  • Em Metz, pediu paz, condenou o uso do nome de Deus para justificar violência e criticou a corrida armamentista.

Uma viagem em três cidades

O Papa Leão XIV fez uma viagem apostólica à França, com paradas em Paris, em Lourdes e em Metz. Viagem apostólica é a visita que o Papa faz a outro país para encontrar os católicos de lá e falar a todos. Esta teve grande cobertura da imprensa.

Em cada cidade, o Papa tocou num assunto diferente. Em Paris, falou da fé que nasce e do cuidado com quem acaba de chegar à Igreja. Em Lourdes, voltou-se para os frágeis e para a oração a Nossa Senhora. Em Metz, falou de paz, de diálogo e do futuro da Europa.

Paris: uma multidão com sede de Deus

Cerca de 800 mil pessoas lotaram a Praça da Concórdia, a avenida Champs-Élysées e as ruas vizinhas. Ali, o Papa disse que todos têm sede de Deus, de vida, de verdade, de paz e de felicidade. Lembrou também que, para Deus, ninguém é "um simples número no bilhete de identidade", mas uma pessoa única e insubstituível. Pediu ainda que se construa uma nação renovada, com raízes regadas pela fé.

No Instituto Católico de Paris, Leão XIV encontrou membros da Assembleia Sinodal Provincial, que é uma reunião de católicos da região para pensar juntos os caminhos da Igreja. Encontrou também catecúmenos, que são as pessoas que se preparam para o Batismo, e neófitos, que acabaram de ser batizados.

O Papa se alegrou com tantos que redescobrem o Evangelho e abraçam a fé. Falou de uma "Igreja em estado de iniciação". Mas avisou de um perigo: o "vazio pós-batismal". Na prática, é o risco de a pessoa receber o sacramento e depois ficar sem companhia e sem caminho. O Catecismo da Igreja Católica (n. 1213) ensina que o Batismo é a base de toda a vida cristã e a porta para a vida no Espírito. Ou seja, é um começo, e quem começa precisa de comunidade.

Lourdes: o Papa peregrino

A segunda etapa foi Lourdes, o santuário onde, em 1858, Nossa Senhora apareceu a Santa Bernadete. Leão XIV foi vestido de peregrino. Foi até a Gruta, bebeu água da Fonte, acendeu uma vela e rezou o Rosário. Ali, disse ele, Deus transmitiu ao mundo uma mensagem de oração, conversão e esperança.

Pela intercessão de Maria, o Papa pediu o dom da concórdia fraterna e apoio constante aos mais pobres. Rezou por governantes sábios e generosos na França. Pediu às famílias que acolham a vida em todas as suas etapas e pediu vocações para a vida consagrada, isto é, para quem se dedica inteiramente a Deus.

Aos bispos, pediu coragem, ousadia e criatividade missionária para anunciar o Evangelho sem desanimar. Falou também do combate aos abusos: prometeu às vítimas empenho numa luta sem trégua, com reparação e "máxima vigilância" hoje e no futuro.

Na Missa, o foco foi a fragilidade dos peregrinos. O Papa afirmou que ali "nenhuma fragilidade é rejeitada" e garantiu aos doentes que eles estão no coração da Igreja, com um papel que ninguém substitui. No Accueil Notre-Dame, local de acolhida de peregrinos doentes, repetiu que a dignidade da pessoa "não se mede nem se discute".

Metz: paz, religiões e Europa

Metz fica perto da fronteira com a Alemanha e com Luxemburgo. Ali houve um encontro inter-religioso, no qual foi assinado o "Apelo de Metz". O texto parte da ideia de que as religiões são guardiãs da vida. O Papa foi direto: usar o nome de Deus para justificar violência ou opressão é profanar esse nome.

No Centro de Congressos Robert Schuman, que leva o nome de um dos pais da União Europeia, Leão XIV disse que não dá para falar da Europa sem falar do cristianismo. Pediu que ninguém caia na "ilusão do rearmamento", que levaria a guerras ainda mais violentas e a um "novo massacre inútil". Lembrou o sonho de Schuman: um continente que prefere dialogar a pegar em armas e que reparte recursos para tornar a guerra materialmente impossível.

A última Missa foi na Catedral de Santo Estêvão, com 6.500 m² de vitrais, por isso chamada de "Lanterna do Deus Bom". O Papa usou três imagens: o deserto, onde se instaura o direito; o jardim, onde reina a justiça; e a casa, onde reina a paz. Disse que Jesus ensina a transformar deserto em oásis, a plantar jardins e a construir casas.

O que isso muda na sua paróquia e na sua casa

A viagem foi à França, mas os recados cabem em qualquer comunidade brasileira. Você pode levar estes pontos para a conversa em família ou para a reunião da pastoral:

  • Acolha quem se batizou há pouco. Convide o novo batizado, adulto ou criança, para um grupo, uma catequese ou uma missa.
  • Fique perto de quem se prepara para o Batismo ou para outros sacramentos. Uma conversa depois da missa já ajuda.
  • Visite um doente da sua rua ou da comunidade. O Papa lembrou que ele é peça indispensável da Igreja.
  • Reze o terço em casa pedindo a paz. Se precisar de ajuda, veja as orações e os textos sobre Nossa Senhora do portal.
  • Reze pelos que governam, para que decidam com sabedoria e pensem no bem de todos.

Na hora de voltar para Roma, o Papa convidou todos a continuar caminhando juntos, unidos na Santa Mãe Igreja, a serviço do Reino de amor, justiça e paz. Que tal começar hoje, rezando uma Ave-Maria por quem acabou de entrar na Igreja e por quem está doente na sua comunidade?

Fonte

Notícia escrita pela redação do Portal Católico da Fé com informações de Vatican News.

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