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Confissões, de Santo Agostinho: review completo

Publicado em 14/10/2026 · Redação Portal Católico da Fé · Revisado periodicamente pela Equipe de Catequistas

Pintura de Santo Agostinho com pena na mão e livro aberto, por Philippe de Champaigne

Foto: Philippe de Champaigne, Domínio público

Resumo

  • Confissões é a autobiografia espiritual de Santo Agostinho, escrita em 13 livros por volta de 397 a 400.
  • O livro é uma longa oração: Agostinho conta a própria vida falando diretamente com Deus.
  • Indicado para quem tem um filho afastado da fé, para quem já se afastou e para quem gosta de pensar. Nota do portal: 5 de 5.

Quem foi Santo Agostinho

Agostinho nasceu em 354, em Tagaste, cidade do norte da África que hoje fica na Argélia. O pai, Patrício, era pagão. A mãe, Mônica, era cristã fervorosa. Ela rezou durante anos pela conversão do filho, e essa história atravessa o livro inteiro.

O jovem Agostinho era brilhante. Estudou retórica, a arte de falar em público, e virou professor em Cartago, depois em Roma e em Milão. Também viveu anos com uma companheira, com quem teve um filho, Adeodato. Durante quase uma década, seguiu o maniqueísmo, uma seita que prometia explicar o mal pela razão.

Em Milão, conheceu o bispo Santo Ambrósio. As pregações dele mudaram a forma como Agostinho lia a Bíblia. Em 386, depois de uma longa crise interior, ele se converteu. Foi batizado por Ambrósio na Páscoa de 387. Anos depois, já de volta à África, foi ordenado padre e tornou-se bispo de Hipona, onde morreu em 430.

Do que trata o livro

Confissões foi escrito entre 397 e 400, quando Agostinho já era bispo. Tem 13 partes, chamadas de livros. Os nove primeiros contam a vida dele, da infância até a morte de Mônica, em Óstia, pouco depois do batismo. O décimo fala da memória e de como Agostinho se via no momento em que escrevia. Os três últimos são uma meditação sobre o tempo e sobre os primeiros versículos do Gênesis.

A palavra confissão tem aqui dois sentidos. É confessar os próprios pecados, sem esconder nada. E é também confessar, isto é, proclamar, a grandeza e a misericórdia de Deus. O livro inteiro é escrito como uma oração, em segunda pessoa. Agostinho não fala com o leitor. Fala com Deus, e o leitor escuta.

Esse detalhe muda tudo. Não é uma autobiografia para se exibir. É um homem maduro olhando para trás e descobrindo que Deus estava presente até nos anos em que ele fugia.

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