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A anunciação: o sim de Maria

Publicado em 14/10/2026 · Redação Portal Católico da Fé · Revisado periodicamente pela Equipe de Catequistas

Retábulo de Fra Angelico com o anjo Gabriel inclinado diante de Maria sentada sob um pórtico e, à esquerda, Adão e Eva expulsos do paraíso

Foto: Fra Angelico (c. 1425 a 1426), Museu do Prado, Domínio público

Resumo

  • A anunciação acontece numa aldeia simples, Nazaré, e contrasta com o anúncio feito a Zacarias no Templo.
  • O estudo lê o diálogo versículo a versículo: a saudação, o medo, a pergunta de Maria e o seu “faça-se”.
  • Traz o ensino do Catecismo (§484, §490 a 494, §148, §2676), a oração do Ângelus, aplicação e perguntas.

O contexto: dois anúncios

Lucas começa o seu Evangelho com dois anúncios de nascimento. O primeiro é feito ao sacerdote Zacarias, no Templo de Jerusalém, durante o culto (Lc 1,5-25). O anjo Gabriel promete que a sua esposa Isabel, idosa e estéril, terá um filho: João Batista. Zacarias duvida e fica mudo até o nascimento.

O segundo anúncio é bem diferente. “No sexto mês”, isto é, seis meses depois da gravidez de Isabel, o mesmo anjo Gabriel é enviado a uma cidade da Galileia chamada Nazaré (Lc 1,26). Não é o Templo, não é a capital. É uma aldeia pequena, que nem aparece no Antigo Testamento.

O anjo vai ao encontro de uma virgem prometida em casamento a um homem chamado José, da casa de Davi. “E o nome da virgem era Maria” (Lc 1,27). O contraste entre os dois anúncios é parte da mensagem: Deus age na periferia, com quem é pequeno e confia.

A saudação do anjo (Lc 1,28-29)

O anjo entra e diz: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo” (Lc 1,28). A primeira palavra, em grego, é um convite à alegria. Os profetas usavam esse mesmo convite para a “filha de Sião”, isto é, o povo de Israel, quando anunciavam a vinda de Deus (Sf 3,14).

A expressão “cheia de graça” traduz uma palavra grega que indica alguém que foi e continua sendo repleto do favor de Deus. É como se fosse o novo nome de Maria. O anjo não a chama pelo nome de batismo, mas pelo que Deus fez nela.

Maria fica perturbada e se pergunta o que significa aquela saudação (Lc 1,29). Ela não se envaidece. Ela pensa. Ao longo do Evangelho de Lucas, Maria aparece várias vezes assim: guardando as coisas e meditando-as no coração (Lc 2,19).

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