No Rio, Cristo Redentor faz 95 anos com novo manto
Publicado em 17/10/2026 · Redação Portal Católico da Fé · Revisado periodicamente pela Equipe de Catequistas
Foto: Marcos Elias de Oliveira Júnior, CC0
Resumo
- Missa de 12 de outubro de 2026 marcou os 95 anos do Cristo Redentor, no Alto da Boa Vista, no Rio.
- Imagem de Nossa Senhora Aparecida recebeu manto novo, que será trocado todo ano até o centenário do monumento.
- Carta da Santa Sé trouxe a estima do Papa Leão XIV e a proteção de Deus para quem cuida do santuário.
Missa no Alto da Boa Vista reúne fiéis e peregrinos
Na manhã de 12 de outubro de 2026, o Rio de Janeiro celebrou os 95 anos da inauguração do Cristo Redentor com uma Missa de ação de graças. A celebração foi no Centro de Visitantes Paineiras, no Alto da Boa Vista, dentro do Parque Nacional da Tijuca.
Estavam presentes fiéis, peregrinos, representantes do Corpo Consular (os diplomatas de outros países que atuam no Rio) e pessoas atendidas pelos projetos sociais do santuário.
A Missa foi presidida pelo arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta. Ela também marcou a Solenidade de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, e os 22 anos de sacerdócio do reitor do Santuário Arquidiocesano Cristo Redentor, cônego Omar Raposo. O reitor é o padre responsável por cuidar do santuário.
A data da festa tem uma história. Dom Orani lembrou que o Cardeal Sebastião Leme escolheu justamente o dia de Nossa Senhora Aparecida para inaugurar o monumento.
Como foi a celebração, passo a passo
A programação teve momentos bem simples e bonitos. Veja a sequência:
- A imagem de Nossa Senhora Aparecida entrou em procissão.
- Antes da saudação inicial, o novo manto foi apresentado e benzido.
- Em seguida, a imagem foi coroada.
- A médica Cecilia Favre cantou a Ave-Maria durante esse momento.
- Depois vieram a proclamação do Evangelho e a reflexão do arcebispo.
- No fim, houve a entrega de uma medalha e a leitura de uma carta da Santa Sé.
O manto foi feito pela artista Valéria Costa. Quem o levou foi a irmã Ana Maria, apresentada pelo reitor como a primeira religiosa a trabalhar oficialmente no Cristo Redentor em toda a sua história. A coroa ficou com Maria Clara, que fez a coroação da Padroeira do Brasil.
Um manto novo a cada ano até o centenário
A novidade chamou a atenção. A imagem de Nossa Senhora Aparecida vai ganhar um manto novo a cada ano, até o centenário do Cristo Redentor, que será em 2031.
O cônego Omar contou de onde veio a ideia. Ele conheceu o costume por meio de Dom Orani. Em Belém do Pará, a troca do manto de Nossa Senhora de Nazaré faz parte da cultura e da devoção do povo. Dom Orani explicou que lá o manto acompanha, a cada ano, o tema das celebrações.
“Vamos receber com alegria o novo manto, que a cada ano será trocado até o centenário do Redentor”, disse o reitor.
Para o arcebispo, o gesto mostra a fé do povo e ajuda a preparar o coração para os 100 anos do monumento. Cada troca vira um encontro marcado, que a comunidade pode esperar e acompanhar.
Maria aponta para Jesus e o Cristo abre os braços
O Evangelho do dia foi o das Bodas de Caná, em São João (Jo 2,1-11). Nele, Maria percebe que o vinho acabou e leva a necessidade a Jesus. Mais adiante, ela diz aos serventes: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2,5). Quer ler mais textos assim? Veja a nossa seleção em Bíblia.
Dom Orani ligou essa cena à imagem do Redentor. Segundo ele, a missão de Maria foi apresentar Cristo ao mundo, e Cristo é quem acolhe a todos. Os braços abertos do monumento, lembrou, viraram uma marca do Brasil e um convite à convivência fraterna.
Daí veio o recado prático do arcebispo: “Nós somos chamados a ser um povo que sabe acolher a todos, que sabe conversar com todos, que sabe unir as várias diferenças para caminharmos na unidade”.
É um pedido que cabe na mesa de casa, na reunião da pastoral e na fila do mercado. Acolher e conversar também são formas de rezar com a vida. Para conhecer mais sobre a Padroeira, visite a página de Nossa Senhora.
Carta da Santa Sé e homenagem a monsenhor Bruno Lins
No final da Missa, o monsenhor Bruno Lins leu uma carta enviada a Dom Orani pela Secretaria de Estado da Santa Sé, o órgão do Vaticano que cuida da correspondência oficial do Papa. A carta respondia ao pedido de uma mensagem do Papa Leão XIV para os 95 anos do monumento.
O texto trouxe a estima do Papa pela data e reconheceu a importância dela para os brasileiros, de modo especial para os cariocas. Recordou também uma frase de São João Paulo II: o Cristo Redentor é “símbolo do amor, apelo à reconciliação e convite à fraternidade”.
O Papa ainda pediu a proteção de Deus, de modo solene, para quem cuida do funcionamento e da conservação do monumento. Isso vale em especial para dirigentes, funcionários e colaboradores do santuário.
Houve ainda uma homenagem. O presidente da Associação dos Cavaleiros da Ordem de Malta no Rio, Marcus Vinícius Romariz Inácio, e o cônego Omar entregaram a Medalha de São João Batista ao monsenhor Bruno Lins, que também integra a Ordem. O gesto foi de carinho pelo retorno dele do Vaticano. Agora ele vai atuar na Paróquia Nossa Senhora da Paz, em Ipanema.
Para rezar em casa
No encerramento, o cônego Omar pediu que todos ficassem de pé, estendessem as mãos e agradecessem a Nossa Senhora Aparecida pela história e pela vida, apresentando também seus pedidos. Depois, todos rezaram juntos a Ave-Maria.
Você pode repetir o gesto em casa, mesmo longe do Rio. Reúna a família diante de uma imagem da Padroeira, agradeça por uma graça recebida neste ano e faça um pedido em voz alta. Depois, rezem a Ave-Maria juntos. Se quiser ajuda, encontre a oração completa na seção de orações.
Para acompanhar outras notícias da vida da Igreja, passe pelo Vatican News em português e volte sempre ao nosso portal.
Fonte
Notícia escrita pela redação do Portal Católico da Fé com informações de Arquidiocese do Rio.
Leia também
Comentários
Só assinantes podem comentar. Todos os comentários passam por moderação.
Ainda não há comentários. Seja o primeiro a comentar.



