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Vigília Pascal 2027: data e por que começa com fogo

Publicado em 25/10/2026 · Redação Portal Católico da Fé · Revisado periodicamente pela Equipe de Catequistas

Padres ao redor do fogo novo à noite, com o círio pascal, no início da Vigília Pascal

Foto: LMP 2001, CC BY-SA 4.0, adaptada

Resumo

  • A Vigília Pascal de 2027 será no sábado, 27 de março, à noite, antes do Domingo de Páscoa (28 de março).
  • A celebração tem quatro partes: luz, Palavra, água do Batismo e Eucaristia.
  • Cada gesto, do fogo novo ao Círio Pascal, lembra que Cristo ressuscitou e vence a escuridão.

Quando será a Vigília Pascal em 2027

A Páscoa de 2027 cai no domingo, 28 de março. Por isso, a Vigília Pascal será no sábado, 27 de março, à noite. Cada paróquia define o horário, então vale conferir no cartaz ou nas redes da sua comunidade.

A Vigília é o ponto alto do Tríduo Pascal, os três dias mais importantes do ano litúrgico. Ele começa na quinta-feira santa, com a Missa da Ceia do Senhor, passa pela sexta-feira da Paixão e chega ao sábado à noite.

A regra da Igreja pede que a celebração comece depois que anoitece e termine antes do amanhecer de domingo. Não é uma missa de sábado à tarde com outro nome. É a noite em que a Igreja espera a Ressurreição.

Você pode consultar as demais datas do ano no calendário do portal e entender melhor o tempo litúrgico na categoria Liturgia.

Por que se chama vigília

A palavra vigília quer dizer vigiar, ficar acordado esperando. O costume vem da própria Bíblia. O livro do Êxodo chama a noite da saída do Egito de "noite de vigília para o Senhor" (Ex 12,42).

Jesus também pediu essa atitude aos Seus discípulos. Na parábola das dez virgens, as prudentes ficaram com as lâmpadas acesas à espera do noivo (Mt 25,1-13). A Vigília Pascal retoma essa imagem: a comunidade espera acordada, com a luz na mão.

Segundo o Catecismo, a Vigília é a "mãe de todas as santas vigílias", porque a Igreja espera a Ressurreição e a celebra nos sacramentos (CCC 1168 e 1169). Por isso nenhuma outra celebração do ano tem tantos ritos juntos.

Por que tudo começa no escuro

Quem chega à Vigília estranha: as luzes da igreja estão apagadas. Muitas vezes a celebração nem começa dentro do templo, mas do lado de fora, ao redor de uma pequena fogueira.

Esse começo tem sentido. Antes da Ressurreição, os discípulos estavam no escuro da tristeza e do medo. O fogo aceso na noite lembra que a luz de Cristo chega onde parecia não haver saída.

O padre benze esse fogo novo. Depois, a comunidade segue em procissão para dentro da igreja. A imagem é simples: o povo caminha atrás de uma luz, assim como Israel foi guiado pela coluna de fogo na saída do Egito (Ex 13,21).

O Círio Pascal e os sinais gravados nele

No centro do fogo está o Círio Pascal, uma grande vela que representa Cristo ressuscitado. Ela é acesa no fogo novo e permanece na igreja durante todo o Tempo Pascal.

Antes de acendê-la, o padre costuma gravar nela alguns sinais. Veja os principais:

  • Uma cruz, que lembra a Paixão de Cristo.
  • A letra grega Alfa no alto e a Ômega embaixo, porque Cristo é o princípio e o fim (Ap 22,13).
  • Os números do ano em curso, mostrando que Ele é Senhor do tempo.
  • Cinco grãos de incenso em forma de cruz, que recordam as chagas do Senhor.

Em seguida, o diácono ou o padre levanta a vela e canta três vezes: "Luz de Cristo". O povo responde "Demos graças a Deus". A cada vez, a luz se espalha. Os fiéis acendem suas velas pequenas na chama do Círio, e a igreja vai clareando aos poucos.

Depois da Páscoa, o Círio continua aceso nas missas até o Pentecostes. Ele também é aceso nos batizados e nos funerais, para lembrar que a vida cristã começa e termina na luz de Cristo.

O Exsultet: o canto da noite santa

Com a igreja já iluminada, canta-se o Exsultet, também chamado de proclamação da Páscoa. Ele convida o céu e a terra a se alegrar. É um dos textos mais antigos e belos da liturgia, entoado diante do Círio.

O canto recorda que aquela noite une toda a história da salvação. O texto lembra a libertação do Egito, a passagem pelo Mar Vermelho e a vitória de Cristo sobre a morte.

Se puder, preste atenção neste momento. Vale ouvir sem pressa, com a vela acesa na mão, porque o canto explica por que a Igreja chama essa noite de mais luminosa que o dia.

As leituras e o retorno do Aleluia

Depois da luz, vem a Liturgia da Palavra. É a parte mais longa da Vigília, pois a Igreja percorre a Bíblia. Há até sete leituras do Antigo Testamento, uma carta de São Paulo e, por fim, o Evangelho da Ressurreição.

As leituras do Antigo Testamento contam como Deus agiu na história. Entre elas estão a criação, o sacrifício de Abraão e a travessia do Mar Vermelho. Tudo aponta para Cristo.

Durante a Quaresma, a Igreja deixou de cantar o Glória e o Aleluia. Na Vigília, esses cantos voltam. Soam os sinos, acendem-se as luzes do altar e o Aleluia é entoado com festa antes do Evangelho. É o sinal mais claro de que a Quaresma terminou.

O trecho de São Paulo ajuda a entender o sentido da noite. Pelo Batismo, o cristão é sepultado com Cristo para viver uma vida nova (Rm 6,3-4). Em seguida, o Evangelho anuncia o túmulo vazio e a alegria das mulheres que foram as primeiras testemunhas.

A água do Batismo e a renovação das promessas

A terceira parte é a liturgia batismal. Canta-se a ladainha dos santos, pedindo a intercessão de todos eles. Depois, o padre benze a água da pia batismal, e nessa noite muitas paróquias batizam adultos e crianças.

A razão é antiga. Desde os primeiros séculos, a Igreja batiza os catecúmenos, isto é, os adultos que se preparam para o Batismo, justamente na noite da Páscoa. Quem recebe o sacramento morre para o pecado e renasce com Cristo. Para entender melhor, leia sobre os sacramentos.

Quem já foi batizado também participa. Todos renovam as promessas do Batismo, renunciando ao mal e professando a fé. As velas acesas mostram o que o Catecismo ensina: a vela do batizado é acesa no Círio Pascal, sinal de que Cristo ilumina o cristão (CCC 1243).

Em muitas igrejas, o padre também asperge o povo com a água benzida. É um gesto que lembra a cada um o próprio Batismo.

A Eucaristia e como viver a Vigília

A Vigília termina com a Liturgia Eucarística. É a primeira Missa da Páscoa, celebrada com a alegria de quem acaba de escutar toda a história da salvação. Os adultos batizados na noite costumam receber também a Crisma e a primeira Comunhão.

Se você quiser participar bem, estas dicas ajudam:

  1. Chegue com antecedência, porque tudo começa antes de entrar na igreja.
  2. Use roupa leve e leve uma vela pequena com protetor, se a paróquia pedir.
  3. Prepare o coração com a confissão, ainda na Semana Santa.
  4. Esteja disposto a ficar mais tempo do que numa Missa comum.
  5. Reze em família antes de sair de casa, para entrar no clima da noite.

No dia seguinte, a festa continua. O Domingo de Páscoa é o centro do ano cristão. Como escreveu São Paulo, "se Cristo não ressuscitou, vazia é a nossa fé" (1Cor 15,14). É por isso que a Igreja reserva a essa noite o seu rito mais solene.

Para ler outras explicações sobre símbolos e costumes, visite a categoria Curiosidades. Você também pode preparar o coração com as orações do portal. O texto oficial do Catecismo está no site do Vaticano.

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