Ataque a igreja na Jordânia deixa 8 mortos e 40 feridos
Publicado em 25/10/2026 · Redação Portal Católico da Fé · Revisado periodicamente pela Equipe de Catequistas
Foto: Nibeza, CC0
Resumo
- Três homens armados atacaram um funeral na Igreja Greco-ortodoxa de São Jorge, em Hmoud, na Jordânia, e deixaram 8 mortos e 40 feridos.
- Líderes das Igrejas de Jerusalém condenaram o ataque e disseram que cristãos e muçulmanos seguem unidos no país.
- Os patriarcas pediram que os sinos toquem ao meio-dia em toda a região, em sinal de oração e solidariedade.
O que aconteceu em Hmoud
Na sexta-feira, 23 de outubro, a Jordânia viveu um dia de luto. Pelo menos três homens armados entraram na Igreja Greco-ortodoxa de São Jorge, na aldeia de Hmoud, na província de Al-Karak.
Naquele momento, a comunidade participava de uma cerimônia fúnebre. Ou seja, as pessoas rezavam por alguém que acabara de partir. Os agressores abriram fogo contra os fiéis, que estavam indefesos. O ataque matou 8 pessoas e feriu outras 40.
As autoridades jordanianas ainda procuram os responsáveis. Segundo elas, é cedo para dizer se existe ligação com algum grupo conhecido, dentro ou fora do país. Até agora, ninguém assumiu o ataque.
A resposta do governo
O primeiro-ministro, Jafar Hassan, falou em "ideologia terrorista" e "extremismo cego". Ele afirmou que a sociedade não vai seguir esse caminho.
O rei Abdullah II foi ao local do massacre. Prometeu que os culpados serão punidos "com mão de ferro".
Enquanto isso, a segurança foi reforçada em shoppings, embaixadas estrangeiras e outros pontos sensíveis do reino. A Jordânia é um país de maioria muçulmana, com uma comunidade cristã pequena, mas antiga.
"Nunca abandonaremos nossa terra"
O Patriarca Greco-ortodoxo de Jerusalém, Teófilo III, condenou o ataque sem reservas. Patriarca é o chefe de uma Igreja ortodoxa, parecido com o papel que o bispo tem numa diocese católica, só que com autoridade sobre uma região inteira. Na Jordânia, Teófilo III tem dois representantes, em Amã e em Irbid.
Para ele, se o objetivo era expulsar os cristãos da Terra Santa, o resultado será o contrário. Os laços com a terra vão ficar mais fortes. Os cristãos, disse, são filhos daquele lugar e fazem parte de sua história, de seu presente e de seu futuro.
Teófilo III afirmou também que o ato é alheio ao islamismo moderado, praticado no país de forma discreta e sensata. É um ponto importante: o crime foi de homens violentos, não de um povo nem de uma religião inteira.
Líderes cristãos pedem oração
Os patriarcas e líderes das Igrejas de Jerusalém publicaram um comunicado no sábado, 24 de outubro. Chamaram o ataque de brutal e desumano e de grave ofensa a Deus e à humanidade. Lembraram que atingir pessoas que rezam e choram seus mortos fere tudo o que é sagrado.
Eles destacaram que a Jordânia é um exemplo de convivência, onde muçulmanos e cristãos vivem como irmãos há gerações. Agradeceram as palavras claras do rei e a rejeição do povo jordaniano ao crime.
O Patriarcado Latino de Jerusalém, que reúne os católicos da região, também lamentou as mortes. Disse que a união do povo é a principal defesa contra o extremismo e contra quem tenta semear divisão.
Outras vozes cristãs se somaram:
- O Patriarca Ecumênico Bartolomeu, que está em visita a Roma, telefonou a Teófilo III para expressar pesar.
- O secretário-geral do Conselho Ecumênico das Igrejas, reverendo Jerry Pillay, disse que a amizade entre cristãos e muçulmanos na Jordânia não será abalada.
- Ele também pediu proteção para todos os locais de culto, para que todos possam rezar em paz e segurança.
Por que isso toca a nossa fé
A igreja atacada não é católica, mas os cristãos de lá são nossos irmãos no Batismo. Jesus chamou de felizes os que promovem a paz (Mateus 5,9), e essa é a missão de todo cristão, em qualquer rito ou país.
A Igreja Católica também ensina, desde o Concílio Vaticano II, que cada pessoa tem direito de viver a própria fé com liberdade e segurança. Rezar num funeral é um dos gestos mais simples dessa liberdade.
Muitas famílias brasileiras têm raízes na região, e a Terra Santa é o lugar da vida de Jesus. Quando os cristãos de lá ficam, a memória viva dos lugares santos continua de pé.
Sinos ao meio-dia e a nossa parte
Os líderes das Igrejas de Jerusalém convidaram todas as paróquias da região a tocar os sinos ao meio-dia, no horário da Jordânia. É um gesto de solidariedade e de oração pelos falecidos e pelos feridos.
Daqui, do Brasil, também podemos nos unir. Na hora do almoço, em casa ou no trabalho, vale parar um minuto e rezar pelas famílias de Hmoud. Você pode rezar um Pai-Nosso, uma Ave-Maria ou o terço em família. Depois, leve o pedido ao grupo da paróquia.
Se quiser ajuda para rezar, veja as orações do portal e as orações a Nossa Senhora. Para acompanhar outras notícias da Igreja pelo mundo, visite a página de notícias.
Os cristãos da Terra Santa pedem pouco: que não sejam esquecidos. Nossa oração é um jeito concreto de dizer que eles não estão sozinhos.
Fonte
Notícia escrita pela redação do Portal Católico da Fé com informações de Vatican News.
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