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Confissão: Vaticano diz que Deus espera todos de volta

Publicado em 23/10/2026 · Redação Portal Católico da Fé · Revisado periodicamente pela Equipe de Catequistas

Presépio de madeira com estábulo dentro de igreja

Foto: Dietmar Rabich, CC BY-SA 4.0, adaptada

Resumo

  • Dom Krzysztof Nykiel fala a quem se afastou da confissão por medo, vergonha ou por cair sempre no mesmo pecado.
  • O seminário para leigos sobre a Reconciliação será nos dias 23 e 24 de outubro, com mais de 800 inscritos, presenciais e online.
  • Contrição não é só pesar: nasce de saber que somos amados e chamados a recomeçar.

Um convite a quem se afastou da confissão

O bispo Krzysztof Nykiel, Regente da Penitenciaria Apostólica, mandou um recado direto a quem anda longe do confessionário. A Penitenciaria é o tribunal da Santa Sé que cuida de assuntos ligados à confissão. O regente é quem dirige o trabalho do órgão no dia a dia.

Em entrevista ao Vatican News, ele falou a quem se afastou por medo, por vergonha ou por cair sempre nos mesmos pecados. Sua frase resume a mensagem: “Nunca deixamos de retornar a Deus, porque Ele nunca deixa de nos esperar”.

Ele aproveitou para apresentar um seminário sobre o sacramento da Reconciliação, que é o nome oficial da confissão. O encontro será nos dias 23 e 24 de outubro e reunirá mais de 800 pessoas, algumas presencialmente e outras pela internet.

Por que um seminário para leigos

Há mais de trinta anos, a Penitenciaria Apostólica oferece um curso para padres que querem se preparar melhor para ouvir confissões. Com o tempo, chegaram também muitos pedidos de leigos, ou seja, de fiéis que não são padres, querendo entender melhor o sacramento.

A resposta foi criar um programa voltado, sobretudo, a quem se confessa. A ideia é ajudar cada um a se preparar e a viver o sacramento com mais consciência, serenidade e confiança. Esta é a quinta edição do seminário.

Segundo Dom Nykiel, o Papa Francisco apoiou a iniciativa desde o início, e o Papa Leão XIV continua dando grande apoio.

Para quem é o encontro

O público principal são os leigos que, muitas vezes, têm menos chances de formação aprofundada do que os padres. O bispo pensa em especial em catequistas, educadores, formadores e em quem ajuda outras pessoas a caminhar na fé dentro da comunidade.

Padres, religiosos e religiosas também podem participar. A presença deles ajuda a levar o que ouviram para as suas comunidades.

O regente fez questão de lembrar que ninguém está isento. Segundo ele, todo cristão precisa reconhecer seus limites e acolher o perdão, e todos precisamos saber que somos perdoados para recuperar a paz interior.

Contrição: mais do que sentir pesar

O tema desta edição é a contritio cordis, expressão em latim que significa contrição do coração. Para o bispo, ela não é detalhe: é a disposição interior que reconhece com sinceridade o mal praticado e deseja de verdade mudar de vida.

Ele explica a diferença. Sentir pesar é algo que todos sentimos, sobretudo quando vemos as consequências de um erro ou quando um relacionamento se machuca. A contrição vai mais fundo: é querer voltar ao Senhor e deixar que a Sua graça nos transforme.

Também deixou claro que o verdadeiro arrependimento não é ficar preso na culpa nem achar que não se vale nada. É ter coragem de olhar a própria vida com honestidade, assumir responsabilidades e se abrir à mudança. A misericórdia não apaga a responsabilidade. Ela dá forças para assumi-la e seguir por um novo caminho.

Para quem quer relembrar o básico, vale ver o conteúdo sobre os sacramentos aqui no portal.

A programação em resumo

Os horários do seminário seguem o horário da Europa Central. Veja os principais pontos:

  • Sexta, 23 de outubro, às 16h: fala e lectio (leitura orante da Bíblia) do Cardeal Angelo De Donatis, Penitenciário-Mor, sobre o Salmo 50.
  • Em seguida: a professora Lodovica Maria Zanet, da Universidade Salesiana, explica a diferença entre culpa, pesar, arrependimento e contrição.
  • Sábado de manhã: padre Giuseppe Forlai, do clero de Roma, fala das etapas do verdadeiro arrependimento, comparando o Oriente e o Ocidente.
  • Depois: padre Jaime Emilio González Magaña, jesuíta e teólogo da Penitenciaria, trata da reparação, isto é, reconstruir o que o pecado feriu.
  • Também haverá testemunhos de pessoas que viveram o encontro com a misericórdia.

Os testemunhos, disse o bispo, mostram como a graça entra no cotidiano e devolve esperança a quem acha que nunca poderá recomeçar.

O que isso muda na sua vida

O recado vale para a nossa paróquia. Se você está há anos sem se confessar, a mensagem é que a porta continua aberta. Quem vai à confissão não encontra alguém pronto para condenar, e sim a misericórdia de Deus esperando.

Que tal conversar com alguém da família sobre isso? Um bom começo é reler a parábola do filho pródigo e perguntar quem, em casa, precisa saber que pode voltar. Se quiser, procure o horário de confissões da sua paróquia e combine de ir junto com alguém. Antes, uma oração simples ajuda: “Senhor, dá-me a coragem de voltar”. Você também pode ver outras orações no portal.

Fonte

Notícia escrita pela redação do Portal Católico da Fé com informações de Canção Nova.

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