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Encontro pela paz em Assis pede ações além das palavras

Publicado em 26/10/2026 · Redação Portal Católico da Fé · Revisado periodicamente pela Equipe de Catequistas

João Paulo II acena à multidão na Praça de São Pedro, sentado no papamóvel, com a colunata e o obelisco ao fundo

Foto: Radomił Binek, CC BY-SA 3.0, adaptada

Resumo

  • Assis recebeu o Encontro Internacional pela Paz, com o tema "Paz sem armas e que desarma".
  • Hala AlKarib, defensora dos direitos das mulheres no Chifre da África, pediu que os discursos virem ações.
  • Ela afirma que as instituições religiosas precisam usar a sua voz e a sua força em favor da paz.

O que aconteceu em Assis

Em Assis, na Itália, a cidade de São Francisco voltou a ser lugar de diálogo pela paz. O Encontro Internacional pela Paz começou na tarde de 25 de outubro. Reuniu pessoas de culturas, línguas e religiões diferentes.

O tema foi "Paz sem armas e que desarma". Ele se inspira na mensagem do Papa Leão XIV para o Dia Mundial da Paz de 2026.

O encontro também lembra os quarenta anos do chamado "Espírito de Assis". Foi quando São João Paulo II reuniu líderes religiosos na cidade e afirmou que "a paz é um valor sem fronteiras".

O Papa não foi a Assis. Ele ficou em Roma para se recuperar da cirurgia, como contamos aqui no portal. O encontro seguiu mesmo assim, com muitas vozes de várias partes do mundo.

Quem é Hala AlKarib

Uma das oradoras da sessão de abertura foi Hala AlKarib. Ela é diretora regional da Iniciativa Estratégica para as Mulheres no Chifre da África. Trata-se de uma organização que reúne provas e denuncia violações dos direitos humanos.

O Chifre da África é a ponta leste do continente, onde ficam países como Etiópia, Somália, Eritreia e Djibuti. O Sudão, de que ela falou muito, é vizinho dessa região.

Hala deu entrevista ao Vatican News, o serviço de notícias da Santa Sé, à margem do encontro. Ela disse que o trabalho pela paz acontece hoje num contexto mundial "extremamente hostil", que favorece a violência.

A situação no Sudão

Sobre o Sudão, Hala foi direta: a situação é gravíssima. Segundo ela, mais de 250 mil civis morreram nos quatro anos desde o início do conflito.

Casas, igrejas, mesquitas e museus foram saqueados. A violência sexual e de gênero também se tornou cada vez mais frequente.

O alerta dela vai além. Esse sofrimento, afirmou, não está restrito ao Sudão. Ele está se espalhando para outras partes do Chifre da África.

Por isso ela insiste que as instituições de base religiosa, ou seja, as igrejas, comunidades e grupos ligados à fé, precisam estar mais engajadas.

O que ela pede das religiões

Para Hala, alcançar uma paz sem armas, que promova o desarmamento, exige colocar o ser humano no centro. Ela falou em viver em paz, dividir os recursos que temos e proteger o meio ambiente.

Sem essa visão, a vida humana passa a ser tratada de modo apenas "transacional". Ou seja, como se tudo fosse troca de interesses.

Ela lembra que as religiões formam uma força muito poderosa. Na opinião dela, já passou da hora de fazerem ouvir a sua voz e de se unirem pelo bem da humanidade.

Em resumo, ela espera três coisas do encontro:

  • que os belos discursos da abertura não fiquem só nas palavras;
  • que pessoas de tradições religiosas diferentes se unam;
  • que pensem com estratégia em como usar o poder que têm para construir a paz.

Hala reconhece que a tarefa não é fácil. Mas diz que é responsabilidade de todos os presentes em Assis, e também de quem está fora dela. Cada um precisa levar a sério os apelos que surgiram nos testemunhos da abertura.

O que a Igreja ensina sobre a paz

A preocupação de Hala combina com o que a Igreja ensina há muito tempo. O Catecismo diz que a paz na terra é imagem e fruto da paz de Cristo (CIC 2305). Ela não é só a ausência de guerra. Pede respeito pela vida e pela dignidade de cada pessoa.

Jesus chamou de bem-aventurados, isto é, felizes, os que promovem a paz (Mt 5,9). Quem lê o Evangelho vê que essa tarefa é de todo batizado, e não só de grandes líderes.

Assis tem tudo a ver com esse chamado. São Francisco é lembrado como homem de paz. A conhecida oração que começa com "Senhor, fazei de mim um instrumento da Vossa paz" é atribuída a ele, e muita gente a reza até hoje.

O que isso muda para você

Parece longe, mas o apelo chega à nossa paróquia e à nossa casa. A paz começa em gestos pequenos: uma conversa sem gritos, um perdão pedido, uma ajuda a quem sofre.

Vale conversar sobre isso com a família e com o grupo da comunidade. Uma pergunta ajuda: o que podemos fazer, de concreto, por quem vive em meio à guerra? Pode ser uma coleta, uma visita ou uma oração em conjunto.

Neste mês, reze pela paz no Sudão e em todos os lugares em conflito. Você pode usar uma das orações do portal ou rezar o terço em família. Para acompanhar as celebrações e festas dos próximos dias, consulte o calendário.

Se não souber por onde começar, reze devagar a oração de São Francisco, hoje à noite, com quem mora com você.

Fonte

Notícia escrita pela redação do Portal Católico da Fé com informações de Canção Nova.

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