Papa: amor a Deus precisa chegar ao irmão, diz Leão XIV
Publicado em 25/10/2026 · Redação Portal Católico da Fé · Revisado periodicamente pela Equipe de Catequistas
Foto: Edgar Beltrán / The Pillar, CC BY-SA 4.0, adaptada
Resumo
- Leão XIV falou do maior mandamento no Angelus de domingo (25/10), na Praça São Pedro.
- Para o Papa, nosso amor a Deus é resposta ao amor que Ele teve primeiro por nós.
- Sem amor, diz ele, a fé fica vazia e as boas obras viram simples moralismo.
O que o Papa disse no Angelus
No domingo, 25 de outubro, o Papa Leão XIV rezou o Angelus com os fiéis reunidos na Praça São Pedro, no Vaticano. O Angelus é a oração a Nossa Senhora feita ao meio-dia, precedida de uma breve reflexão do Papa.
Ele comentou o Evangelho do dia, em Mateus 22,34-40. Nele, um doutor da lei pergunta a Jesus qual é o maior mandamento.
A resposta de Jesus é conhecida: amar o Senhor, nosso Deus, com todo o coração, com toda a alma e com todas as forças. Logo depois, Ele acrescenta o segundo: amar o próximo como a si mesmo.
O Papa afirmou que não podemos amar a Deus de verdade sem que esse amor transborde em amor pelos irmãos. Foi a frase central da sua fala.
Mais do que saber que Deus existe
Leão XIV lembrou que não basta saber que Deus existe, que é único ou que é todo-poderoso. O Senhor espera de nós uma relação pessoal com Ele.
Por isso, segundo o Papa, o mandamento do amor não é uma obrigação nem uma imposição. Quem encontra Deus de verdade responde com amor.
Ele explicou que o nosso amor só é autêntico quando é resposta ao amor Dele, que sempre vem antes. Deus nos amou primeiro, e a nossa resposta envolve a pessoa inteira: coração, alma e mente.
Quem quiser reler a passagem pode abrir o Evangelho de Mateus na nossa seção de Bíblia.
Um só amor, duas direções
O Papa disse que o segundo mandamento nasce da mesma fonte do primeiro: a relação íntima com Deus. Não são duas tarefas separadas.
Quando essa relação é viva, segundo Leão XIV, passamos a olhar para nós mesmos e para o outro com o mesmo olhar de Cristo.
Isso muda até o amor-próprio. Sem egoísmo, ele se transforma em caridade, porque a nossa vida passa a se voltar para o outro.
Em outras palavras, quem se sabe amado por Deus não precisa viver na defensiva. Pode se doar com mais liberdade.
Sem amor, a fé fica vazia
O Papa citou Santa Teresinha do Menino Jesus, que escreveu que só o amor impele os membros da Igreja à ação. Conheça mais sobre ela na página dos santos.
Em seguida, Leão XIV foi direto. Sem o amor, disse ele, a nossa fé ficaria sem conteúdo, as boas obras se reduziriam a moralismo e a esperança seria vã.
E concluiu que só amamos de verdade o próximo como filhos do mesmo Pai, que em Jesus nos amou primeiro.
Moralismo, aqui, quer dizer cumprir regras por obrigação, sem o coração envolvido. O Papa pede o contrário: obras que nascem do amor.
O que isso muda na sua casa e na sua paróquia
A fala do Papa ajuda a fazer um exame simples. A fé que professamos na missa chega à mesa de casa, ao trabalho e ao grupo da paróquia?
Alguns gestos pequenos mostram esse amor no dia a dia:
- Ouvir com paciência o familiar que está cansado ou irritado.
- Visitar ou telefonar para um vizinho idoso ou doente.
- Oferecer ajuda na pastoral ou na ação social da comunidade.
- Tratar bem o colega de trabalho difícil.
- Perdoar quem nos magoou e rezar por essa pessoa.
Não é preciso fazer tudo de uma vez. Basta começar por um gesto concreto nesta semana.
Para ficar por dentro de outras falas do Papa e da vida da Igreja, acompanhe a seção de notícias.
Para rezar em família
Que tal ler o Evangelho de Mateus 22,34-40 em voz alta, à noite, com os filhos ou os netos? Depois, cada um conta um gesto de amor que viveu ou pode viver amanhã.
Uma oração curta ajuda: "Senhor, Tu nos amaste primeiro. Ensina-nos a amar quem está perto de nós, com o Teu olhar."
Se quiser mais ajuda para rezar, visite a nossa página de orações.
Fonte
Notícia escrita pela redação do Portal Católico da Fé com informações de Vatican News.
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