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Papa Leão XIV pede aos bispos do Panamá pontes e acolhida

Publicado em 25/10/2026 · Redação Portal Católico da Fé · Revisado periodicamente pela Equipe de Catequistas

Audiência Geral na Praça São Pedro, com o papa sob o dossel, leitor ao lado do crucifixo e guarda suíço

Foto: Mariordo (Mario Roberto Durán Ortiz), CC BY-SA 4.0, adaptada

Resumo

  • Na sexta-feira (23/10), o Papa recebeu os bispos do Panamá na visita ad limina, a visita periódica dos bispos a Roma.
  • Leão XIV pediu diálogo, proximidade dos mais pobres e confiança em Deus, e enviou orações às vítimas do terremoto.
  • Os bispos falaram de migrantes, famílias e do cansaço dos padres, temas que também fazem parte da vida das paróquias brasileiras.

O Papa recebe os bispos do Panamá no Vaticano

Na sexta-feira (23/10), o Papa Leão XIV recebeu os bispos do Panamá no Palácio Apostólico, no Vaticano. O encontro faz parte da visita ad limina apostolorum. Em português simples, é a visita que os bispos de cada país fazem de tempos em tempos a Roma, para rezar junto aos túmulos dos apóstolos Pedro e Paulo e conversar com o Papa.

Quem contou os detalhes foi dom José Domingo Ulloa, presidente da Conferência Episcopal do Panamá, que é o grupo que reúne os bispos do país. Ele falou ao Vatican News e chamou o encontro de “experiência maravilhosa”. Os bispos também levaram ao Papa o carinho e as orações dos católicos panamenhos, depois das preocupações com a saúde dele.

Durante a semana, os bispos ainda se reuniram com vários dicastérios, que são os departamentos do Vaticano que ajudam o Papa a cuidar da Igreja. Dom Ulloa disse ter encontrado muita disposição para ouvir e atender as necessidades de cada região.

Vídeo do Vatican News sobre o encontro do Papa Leão XIV com os bispos do Panamá.Ver no site original

O pedido do Papa: pontes, proximidade e confiança

Segundo dom Ulloa, o Papa insistiu em três pontos. Os bispos devem ser construtores de pontes, promover o diálogo e ficar perto de quem mais precisa de apoio. Também lembrou a importância de confiar em Deus.

Parece um pedido para bispos, mas serve para qualquer um. Na família, no trabalho e na paróquia, construir pontes é ouvir antes de responder. É também procurar quem se afastou.

O Papa ainda mandou uma mensagem de oração e proximidade ao povo do Panamá, em especial às regiões mais atingidas pelo terremoto que abalou o país. Agradeceu a resposta generosa dos panamenhos e o trabalho da pastoral social e da Cáritas.

A Igreja como rede de solidariedade

Depois do terremoto, as pastorais sociais e as Cáritas diocesanas colocaram seus recursos a serviço das comunidades. A Cáritas é a entidade de caridade da Igreja, presente em muitas dioceses, inclusive aqui no Brasil.

Dom Ulloa contou que muitas pessoas, empresas e benfeitores anônimos escolheram entregar as doações por meio dessa rede. Para ele, isso mostra como a Igreja consegue chegar a quem precisa e acompanhar as comunidades nos momentos difíceis.

Os bispos também falaram do cuidado com a criação. A Igreja panamenha se uniu a outras comunidades cristãs no Dia da Criação, com Eucaristia e atividades para lembrar a responsabilidade de cuidar da casa comum, que é o nosso planeta.

Famílias e migrantes: dois desafios do dia a dia

Dom Ulloa falou da realidade das famílias panamenhas, marcadas por pobreza, desemprego e dificuldades de dinheiro. Ele citou o encontro recente “10 anos de amor e alegria”, sobre o Evangelho da família. Segundo ele, o desafio é ajudar as famílias a descobrir a beleza da vocação mesmo em tempos difíceis.

Para o bispo, a Igreja não deve só preparar casais para o casamento. Deve também formar e acompanhar as pessoas no amor. Isso inclui os casais que recebem o sacramento do matrimônio e as famílias que não frequentam a igreja, mas também precisam se sentir acolhidas.

Sobre os migrantes, ele explicou que o Panamá recebeu nos últimos anos gente da Colômbia, da Venezuela e do Equador. Agora, porém, muitas famílias pensam em ficar e construir ali o seu futuro. Por isso, a Pastoral da Mobilidade Humana, que cuida de quem muda de país, precisa de novas formas de acompanhamento. O objetivo é ir além da ajuda imediata e apoiar a integração dessas pessoas. A ideia é manter uma Igreja que ouça e acolha, seja qual for a origem de cada um.

Aqui no Brasil, muitas paróquias vivem algo parecido com famílias que chegam de outros estados e países. Vale perguntar na sua comunidade quem chegou há pouco e ainda não foi convidado para a missa.

Candidatos a santo e o cansaço dos padres

A visita trouxe também notícias sobre causas de santos. Na visita ao dicastério que cuida desses processos, a Igreja panamenha obteve o nihil obstat para abrir o processo do padre Guillermo Sosa, lembrado por seu trabalho missionário em comunidades rurais. Nihil obstat quer dizer “nada a opor”. É uma autorização para seguir adiante, mas não declara ninguém santo.

Os bispos também conversaram sobre a possível causa do padre Jesús Héctor Gallego Herrera. Ele nasceu na Colômbia, chegou ao Panamá em 1967 e trabalhou com camponeses de Santa Fé, na província de Veraguas. Desapareceu na noite de 9 de junho de 1971, e seu paradeiro segue desconhecido.

Por fim, dom Ulloa falou do cuidado com os padres. Em julho de 2026, a Arquidiocese do Panamá fez uma consulta anônima com 61 sacerdotes sobre esgotamento emocional. O resultado foi descrito como um alerta, mas a fonte diz que seria preciso ver o relatório completo para entender o alcance dos dados.

Quem acompanha tanta gente também precisa de escuta e apoio. Que tal rezar pelo seu pároco nesta semana e perguntar, com carinho, se ele está descansando?

O que você pode fazer em casa e na paróquia

A mensagem do Papa cabe na rotina de qualquer católico. Algumas ideias simples:

  • Reze pelas vítimas de terremotos e catástrofes, com uma oração em família.
  • Procure alguém que chegou há pouco na paróquia e convide para a missa.
  • Ajude a Cáritas ou a pastoral social da sua comunidade.
  • Agradeça ao seu padre por um gesto concreto, como um bilhete ou um convite para o almoço.

Para guardar a mensagem do Papa, lembre-se do que Jesus diz no Evangelho: “Tudo o que fizestes a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a Mim que o fizestes” (Mt 25,40). Você pode ler esse trecho na Bíblia, em família, no próximo domingo.

Para mais notícias da Igreja, veja a página de notícias do portal. Quem quiser conhecer o ensinamento oficial da Igreja sobre o cuidado com os pobres e os migrantes pode consultar o Catecismo no site do Vaticano.

Fonte

Notícia escrita pela redação do Portal Católico da Fé com informações de Vatican News.

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