Papa pede a escolas católicas que acolham os jovens
Publicado em 22/10/2026 · Redação Portal Católico da Fé · Revisado periodicamente pela Equipe de Catequistas
Resumo
- O Papa Leão XIV recebeu cerca de mil participantes de um congresso sobre a pastoral escolar e universitária, na quinta-feira, 22, no Vaticano.
- Ele pediu que escolas e universidades católicas sejam uma casa, onde cada estudante é esperado, lembrado pelo nome e acolhido.
- O Papa alertou para o medo de errar que paralisa muitos jovens e disse que a coragem nasce de alguém que confia neles.
Mil educadores ouvem o Papa no Vaticano
O Papa Leão XIV recebeu, nesta quinta-feira, 22, cerca de mil pessoas na Sala Paulo VI, no Vaticano. Elas participavam de um congresso internacional sobre a Pastoral Escolar e Universitária. Esse é o trabalho da Igreja dentro de escolas e faculdades, junto de alunos, professores e funcionários.
O Papa começou dizendo que recebia todos com alegria, pois vinham de muitas partes do mundo. Ele parabenizou o esforço de anunciar o Evangelho e defender a dignidade da pessoa nas instituições de ensino.
Para quem vive no Brasil, o tema é bem próximo. Muitos de nós estudamos, ou temos filhos e netos que estudam, em colégios de congregações religiosas ou em universidades católicas. Foi a esses educadores que o Papa falou.
A escola como uma casa
Leão XIV pediu que escolas e universidades católicas sejam, em primeiro lugar, uma casa. Um lugar familiar, onde as pessoas são esperadas.
Segundo ele, o primeiro anúncio da fé muitas vezes passa pelo jeito de acolher. É o professor ou o agente de pastoral que olha nos olhos, que lembra o nome do aluno, que sente a sua falta quando ele não aparece e que se alegra quando ele volta.
Nesse ambiente, explicou o Papa, o estudante se sente à vontade para mostrar o desejo de entender a vida e de dar sentido ao que vê. Também pode descobrir a beleza do encontro com Cristo e a união entre a fé e a razão, isto é, entre o que a fé ensina e os outros saberes.
Leão XIV acrescentou que a pastoral escolar deve acompanhar o amadurecimento lento do pensamento. Isso inclui ensinar a discernir, ou seja, a escolher com calma o que é bom, e a buscar a verdade com perseverança.
O medo de errar que paralisa
O Papa foi realista sobre o que muitos estudantes vivem hoje. Citou famílias abaladas, solidão digital, sensação de não estar à altura e medo de um futuro incerto.
Segundo ele, muitos jovens ficam quase paralisados pelo medo de errar, de decepcionar e de serem mal interpretados. Leão XIV apontou uma cultura do desempenho, que compara e classifica as pessoas o tempo todo, às vezes sem piedade.
Ele disse que uma meritocracia mal compreendida acaba desrespeitando as pessoas. A consequência, afirmou, é que muitos desistem antes mesmo de tentar.
Quem tem filho em fase de vestibular, de prova ou de primeiro emprego reconhece essa pressão. O Papa chamou a atenção para ela justamente para que a Igreja não a ignore.
A coragem nasce de quem acredita no jovem
Diante disso, Leão XIV fez um pedido aos educadores. Que ajudem os jovens a serem protagonistas de um jeito novo de viver no mundo, construindo fraternidade e uma sociedade mais justa.
Para o Papa, a coragem nasce de um pacto de confiança. Ela vem da experiência de ter ao lado alguém que crê em você antes de você mesmo acreditar. Ele lembrou que Jesus não escolheu os Doze porque eles já eram corajosos. Ele os chamou e, com a Sua confiança, os tornou capazes. Essa cena aparece no Evangelho de Marcos, capítulo 3.
O Papa também falou da armadura que muitos adolescentes constroem para não sofrer. Por baixo dela, disse, existe o desejo de amar e de ser amado.
Um coração educado para amar e rezar
Leão XIV destacou que educar não é só passar conteúdo. Também é preciso educar o coração. Segundo o Papa, o coração do jovem deve aprender:
- a compaixão;
- a gratidão;
- a se deixar tocar pela dor dos outros;
- o louvor a Deus e o desejo Dele.
Para isso, o serviço aos pobres, o voluntariado e o cuidado com a criação não são atividades de segundo plano. São espaços onde o coração aprende a se expandir. O Papa lembrou ainda que a caridade e a oração são inseparáveis.
Ao encerrar, ele alertou que falsos mestres e mensagens enganosas prometem respostas rápidas aos jovens. Os educadores, ao contrário, escolheram caminhar ao lado deles até que descubram os dons que Deus já colocou em cada um.
O que isso muda na sua casa e na paróquia
O recado do Papa vale para quem trabalha numa escola, mas também para pais, avós, catequistas e líderes de grupo de jovens. Acolher não depende de cargo.
Comece por gestos simples. Chame o jovem pelo nome. Pergunte como foi o dia e escute até o fim. Note quando alguém do grupo some e mande uma mensagem. Diga a ele, sem cobrança, que você confia nele.
Vale também convidar a turma para um dia de voluntariado na paróquia e rezar junto, mesmo que seja uma oração curta antes da refeição. Para acompanhar as falas do Papa aos jovens, veja mais notícias do portal ou consulte o site do Vatican News.
Fonte
Notícia escrita pela redação do Portal Católico da Fé com informações de Canção Nova.
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