Papa pede paz no Iêmen e na Jordânia ao final do Angelus
Publicado em 25/10/2026 · Redação Portal Católico da Fé · Revisado periodicamente pela Equipe de Catequistas
Foto: Edgar Beltrán / The Pillar, CC BY-SA 4.0, adaptada
Resumo
- No Angelus de domingo (25/10), Leão XIV pediu que cessem as hostilidades no Iêmen, onde a cidade de Taiz sofre com falta de alimentos, água e remédios.
- O Papa rezou pelas vítimas do ataque a uma igreja ortodoxa na Jordânia e pediu a todos que continuem rezando pela paz.
- Ele se uniu em espírito ao encontro de líderes religiosos em Assis, que lembra os 40 anos da iniciativa de São João Paulo II.
O que o Papa disse no Angelus
No domingo, 25 de outubro, o Papa Leão XIV rezou o Angelus, a oração a Nossa Senhora que ele conduz ao meio-dia, e fez três pedidos de paz ao final. Um foi pelo Iêmen, outro pela Jordânia e outro pelo encontro de líderes religiosos em Assis, na Itália.
O pedido principal foi simples: "Continuemos juntos a rezar pela paz". O Papa pediu ainda que o Senhor "inspire escolhas de diálogo e de paz". É um convite que vale para o Vaticano e também para a sua casa, a sua rua e a sua paróquia.
Iêmen: a cidade de Taiz está isolada
O primeiro apelo foi pelo Iêmen, país do Oriente Médio. O Papa disse acompanhar com preocupação a situação em Taiz, cidade que, segundo a ONU, é a terceira maior do país.
Pelos dados das Nações Unidas citados na notícia, Taiz está isolada há 20 dias. Rebeldes e forças do governo disputam as principais rotas de abastecimento. Por isso fica difícil para os moradores se locomoverem. Também fica difícil entrar comida e combustível.
O Programa Mundial de Alimentos da ONU calcula que mais de 800 mil pessoas na cidade seguem sem acesso a ajuda humanitária.
Leão XIV lembrou que a população sofre com falta de alimentos, água e cuidados médicos. Fez então um "apelo sincero" para que cessem as hostilidades. Pediu que o povo iemenita e todos os povos da região possam exercer o direito de viver em paz.
Jordânia: oração pelas vítimas do ataque
Em seguida, o Papa voltou o pensamento à Jordânia. Na sexta-feira, 23 de outubro, um ataque armado durante um funeral atingiu fiéis da Igreja Ortodoxa de São Jorge, em Hammoud. Foram 8 mortos e 40 feridos. A Igreja ortodoxa é uma comunidade cristã do Oriente, separada da Igreja Católica, mas muito próxima na fé em Cristo.
Leão XIV garantiu orações por todos os mortos e feridos. Disse estar próximo daquela comunidade e do país inteiro, conhecido pela convivência pacífica e pelo respeito entre as religiões.
Segundo a notícia, representantes das comunidades cristãs locais afirmaram que o ocorrido só vai fortalecer o vínculo com a Terra Santa e o diálogo entre as religiões.
Assis: 40 anos do encontro de São João Paulo II
O terceiro ponto foi Assis, a cidade de São Francisco. Ali começa neste domingo o encontro "Paz desarmada e desarmante". Ele marca os 40 anos da reunião de líderes religiosos convocada por São João Paulo II.
O Papa pediu que, em 27 de outubro, todos se unam em espírito aos chefes das Igrejas e aos líderes religiosos reunidos na cidade. Para ele, nunca ficou tão claro como hoje que as guerras, além de trazer morte e destruição, empobrecem e prejudicam o mundo.
Leão XIV não irá a Assis. A Santa Sé informou, na sexta-feira, que ele precisa favorecer a recuperação da cirurgia no tórax feita em 13 de outubro, no Hospital Gemelli, em Roma. A operação removeu um adenocarcinoma de pulmão, um tipo de câncer. Um boletim médico de 21 de outubro disse que não é necessária nenhuma terapia adicional.
Mesmo ausente, o Papa deve enviar uma mensagem. Nela, destaca que o "Espírito de Assis", feito de diálogo e de palavras e gestos de paz, é um recurso precioso em tempos de conflito.
O que fazer a partir daqui
O pedido do Papa é concreto: rezar. Não precisa ser algo grande. Você pode escolher um momento da semana para fazer isso em família.
- Reze o terço ou uma dezena dele pela paz, de preferência junto com os filhos ou netos.
- Coloque o povo de Taiz e a comunidade de Hammoud nas orações da noite.
- Se a sua paróquia tem um grupo de oração, leve o pedido do Papa e combine uma intenção pela paz.
- Procure uma oração pela paz e leia em voz alta no jantar de domingo.
- Lembre-se de Nossa Senhora, a quem o Papa recorreu ao rezar o Angelus. Veja mais em Nossa Senhora.
Para quem quer se preparar, vale também olhar o calendário da Igreja e conhecer os santos lembrados nesses dias. Muitos deles, como São Francisco, de Assis, foram homens e mulheres de paz.
Mande esta notícia no grupo da família e convide todos a rezar juntos neste domingo.
Fonte
Notícia escrita pela redação do Portal Católico da Fé com informações de Vatican News.
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