Sem os santos, o mundo seria menos humano, diz Leão XIV
Publicado em 21/10/2026 · Redação Portal Católico da Fé · Revisado periodicamente pela Equipe de Catequistas
Foto: Edgar Beltrán / The Pillar, CC BY-SA 4.0, adaptada
Resumo
- Leão XIV recebeu cerca de 200 participantes do congresso "A Santidade na História", na quarta-feira, 21, no Vaticano.
- O Papa explicou que a Igreja só reconhece santos com testemunhos sérios, comprovados e acima de qualquer suspeita.
- Segundo ele, o jeito de viver a santidade se renova com o tempo, mas sempre à luz do Evangelho.
Papa recebe estudiosos dos santos no Vaticano
O Papa Leão XIV recebeu, na quarta-feira, 21 de outubro, cerca de 200 pessoas no Palácio Apostólico, no Vaticano. Eram os participantes do congresso "A Santidade na História". A audiência aconteceu na Sala Clementina.
O congresso foi organizado pelo Dicastério para as Causas dos Santos. É o órgão do Vaticano que cuida dos processos de quem pode ser declarado santo. O encontro de estudos foi de 19 a 21 de outubro, no Instituto Patrístico Augustinianum, em Roma. Entre os presentes estava o prefeito desse órgão, cardeal Marcello Semeraro.
Foi a primeira audiência pública de Leão XIV depois da cirurgia no Hospital Gemelli. Você pode acompanhar outras notícias do pontificado na nossa página de notícias.
A frase que resume o discurso
Logo no início, o Papa disse que a história do mundo sem os santos e as santas "seria imensamente mais pobre, ou seja, menos humana". Para Leão XIV, quem vive o Evangelho de verdade deixa marcas no lugar onde passa.
Ele também comentou o clima do encontro: "É bom ver tanto entusiasmo pelos santos de hoje". Ou seja, o Papa se alegra ao ver que o povo continua interessado em conhecer homens e mulheres que viveram a fé de forma concreta.
Como a Igreja confere se alguém é santo
O Papa lembrou que a chamada "santidade canonizada", aquela que a Igreja reconhece oficialmente, precisa de testemunhos autênticos, credíveis e acima de qualquer suspeita. Não basta a fama. É preciso provar a vida da pessoa.
Por isso, ele valorizou o trabalho das comissões históricas, que atuam na fase diocesana, isto é, na diocese onde o processo começa. Elogiou também os relatores e consultores do Dicastério que cuidam das "causas antigas", os processos de santos que viveram há muito tempo e exigem pesquisa em documentos de época.
Leão XIV recordou que o Papa Pio XI criou a Seção Histórica na antiga Congregação dos Ritos. Foi assim que o método histórico-crítico entrou nesses processos. Esse método examina documentos e fatos com rigor, para separar o que é comprovado do que é só tradição oral.
O Papa fez questão de dizer que o objetivo não é escrever história por escrito. O que se busca é mostrar o exemplo, a espiritualidade e a fama de santidade de quem pode chegar aos altares.
O jeito de ser santo se renova com o tempo
Outro ponto do discurso foi a influência de cada época na maneira de entender a santidade. Segundo o Papa, o perfil dos santos pode mudar ao longo dos séculos. Ele deixou claro que isso não significa seguir a moda do momento. Significa olhar a realidade de cada tempo com as lentes do "Evangelho vivido".
Por isso, conhecer o contexto em que o santo viveu ajuda a entender o valor do seu testemunho. Leão XIV disse que o povo de Deus procura modelos para viver o presente e intercessores que ajudem a enfrentar os desafios de hoje e a reconhecer as oportunidades.
Quando o Papa canoniza alguém, explicou ele, indica a toda a Igreja testemunhas credíveis do Evangelho, capazes de falar a todas as épocas. Um santo do passado continua a ter algo a dizer à sua família hoje.
O que isso muda na vida de quem lê
Para nós, brasileiros, a lição fica fácil de entender. Frei Galvão, canonizado em 2007, cuidou de gente simples em São Paulo. Santa Dulce dos Pobres, canonizada em 2019, dedicou a vida aos doentes e pobres de Salvador. Cada um respondeu às necessidades do seu tempo com fé e com as mãos.
Os santos também mostram que a santidade cabe no cotidiano. Não é coisa só de convento ou de gente muito antiga. Está no trabalho honesto, no cuidado com os filhos, na paciência com os idosos da casa e no serviço na paróquia.
Vale conhecer melhor esses exemplos. No portal, você encontra a página dos santos e o calendário com as festas de cada um. Em 25 de outubro, por exemplo, a Igreja celebra Frei Galvão.
Para levar para casa
Depois de ouvir o Papa, algumas atitudes simples podem ajudar a família a se aproximar dos santos:
- Escolha um santo ou uma santa para conhecer a vida junto com os filhos ou netos.
- Descubra qual santo é o padroeiro da sua paróquia e conte a história dele na roda de conversa.
- Anote no calendário da cozinha a festa de um santo de devoção da casa.
- Reze com a família uma oração pedindo que ele interceda por vocês.
- Pergunte a um santo, na oração, como ele agiria diante de um problema atual da sua casa.
Se achar que essa mensagem faz bem, mande este texto no grupo da família. Quem sabe alguém se anima a contar a história do seu santo preferido no próximo almoço de domingo. Quem quiser acompanhar o que o Vaticano publica sobre o tema pode consultar o site do Vatican News em português.
Fonte
Notícia escrita pela redação do Portal Católico da Fé com informações de Canção Nova.
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