Semana de Liturgia debate leitores e acólitos nas paróquias
Publicado em 24/10/2026 · Redação Portal Católico da Fé · Revisado periodicamente pela Equipe de Catequistas
Foto: Clemens v. Vogelsang from Liechtenstein, CC BY 2.0, adaptada
Resumo
- A 38ª Semana de Liturgia aconteceu de 19 a 23 de outubro, no Mosteiro de Itaici, em Indaiatuba (SP).
- O tema foi os ministérios instituídos, como leitor, acólito e catequista, hoje abertos também às mulheres.
- Também se falou de espaços da igreja, vestes dos ministros e música litúrgica, sempre pensando na paróquia.
Cinco dias de liturgia em Indaiatuba (SP)
De 19 a 23 de outubro, o Mosteiro de Itaici, em Indaiatuba (SP), recebeu a 38ª Semana de Liturgia. O encontro foi promovido pelo Centro de Liturgia Dom Clemente Isnard.
O tema foi “Ministérios Instituídos: da Ministeria quaedam à Spiritus Domini - avanços, desafios e perspectivas”. Em palavras simples: os serviços que a Igreja confia oficialmente a pessoas preparadas, como o leitor e o acólito, e o que mudou nos últimos anos.
Houve conferências, oficinas, vivências, momentos de oração e celebrações. A ideia foi unir estudo e prática, para que os participantes levem o que aprenderam às suas comunidades.
O que mudou com o Papa Francisco
Um dos pontos centrais foi a abertura dos ministérios a mais pessoas. O padre Patrick da Silva Brandão lembrou dois documentos de 2021: Spiritus Domini e Antiquum Ministerium.
O primeiro abriu os ministérios de leitor e de acólito (quem ajuda no altar e na Eucaristia) também às mulheres. O segundo criou o ministério de catequista.
Para o padre Patrick, as dioceses agora têm o desafio de aplicar essa orientação, junto com o Concílio Vaticano II. Segundo ele, o caminho passa por uma formação litúrgica completa, não só por um curso rápido.
Leitores: a Palavra que se faz presente
A irmã Veronice, das Pias Discípulas do Divino Mestre (PDDM), falou do ministério do leitor e da leitora. Ela explicou que esse serviço não vale só para a missa. Também aparece na celebração dominical da Palavra e nos sacramentos.
Em uma de suas falas, ela afirmou que o leitor tem a função de anunciar a Palavra, para que o Verbo, de novo, se encarne no meio de nós. Cada leitura, disse, renova a experiência da presença de Cristo na comunidade.
Vale pensar nisso no próximo domingo. Quem sobe ao ambão (a mesa da Palavra) não está apenas lendo um texto. Está servindo a Palavra de Deus a todos os que estão ali. Quem quiser aprofundar pode visitar a categoria Bíblia.
Acólitos, espaço e vestes: tudo ensina
O padre Marlon Lopes falou da formação dos acólitos instituídos. Ele destacou que é preciso preparar homens e mulheres não só para servir nas celebrações, mas também para formar outras pessoas na comunidade.
A irmã Laíde Sonda, também PDDM, tratou dos espaços celebrativos. Para ela, a igreja deveria mostrar o que é a Igreja. Por isso, defendeu superar a divisão rígida entre o presbitério, onde ficam os ministros, e o lugar dos demais fiéis.
Já Daniel Carvalho e a irmã Penha Carpanedo conversaram sobre as vestes litúrgicas. Segundo Daniel, elas distinguem a função de cada ministro, não a dignidade dos batizados. Ele lembrou que, pela Instrução Geral do Missal Romano, a alva, a túnica branca, é a veste comum de diáconos, padres, bispos, leitores e acólitos.
Citando o bispo italiano dom Tonino Bello, ele resumiu: as vestes devem revelar o poder dos sinais, e não virar sinais de poder.
Música e união das equipes
Os ministérios da música também entraram na programação. Adenor Leonardo Terra, do Setor de Música Litúrgica, falou de cantores, regentes e instrumentistas. O objetivo desses serviços, disse, é ajudar toda a assembleia a participar de modo ativo, pleno e consciente.
Daniela Santos, da Equipe de Reflexão da Música Litúrgica, destacou o valor das vivências. Para ela, não basta entender com a cabeça. É preciso também experimentar o ministério.
A irmã Penha ressaltou a importância de fortalecer o diálogo entre as equipes de liturgia e a CNBB. Mencionou ainda um documento recente da CNBB sobre as vestes e a necessidade de adaptá-las à cultura brasileira, sempre dentro das regras da Igreja.
O que isso significa na sua paróquia
O encontro terminou na sexta-feira, 23 de outubro, com missa, avaliação e encaminhamentos para a 39ª Semana de Liturgia.
Na prática, a mensagem chega à comunidade. Quem lê, canta ou ajuda no altar faz um serviço que precisa de preparo e de oração. E quem participa da missa também tem seu papel.
Que tal conversar com a equipe de liturgia da sua paróquia? Pergunte como estão a formação dos leitores e a acolhida de novos ministros. Em casa, vale ler o Evangelho do domingo antes da missa. Para acompanhar as celebrações do ano, consulte o calendário litúrgico e as notícias da Igreja.
Fonte
Notícia escrita pela redação do Portal Católico da Fé com informações de CNBB.
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