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Shevchuk entrega ao Papa lista de prisioneiros ucranianos

Publicado em 24/10/2026 · Redação Portal Católico da Fé · Revisado periodicamente pela Equipe de Catequistas

Arcebispo Sviatoslav Shevchuk recebe pão tradicional de jovens com trajes típicos ucranianos

Foto: Микола Василечко, CC BY-SA 4.0, adaptada

Resumo

  • Shevchuk, chefe da Igreja greco-católica ucraniana, foi recebido por Leão XIV no Palácio Apostólico.
  • Ele entregou uma lista com nomes de prisioneiros de guerra e agradeceu a ajuda humanitária da Santa Sé.
  • Uma visita de ajuda à Ucrânia está marcada para 27 a 30 de outubro.

O encontro no Palácio Apostólico

O Papa Leão XIV recebeu em audiência, no Palácio Apostólico, no Vaticano, o arcebispo Sviatoslav Shevchuk. Ele é o chefe da Igreja greco-católica ucraniana, uma Igreja do Oriente que reza em rito próprio, mas vive em plena comunhão com o Papa.

Foi o quinto encontro dos dois. Shevchuk levou a oração do povo ucraniano, muitos presentes e uma lista com os nomes de centenas de prisioneiros de guerra mantidos na Rússia. A informação sobre a entrega da lista consta em comunicado da própria Igreja greco-católica ucraniana.

A conversa aconteceu na Biblioteca do Palácio Apostólico. A notícia foi divulgada pelo Vatican News em 23 de outubro de 2026.

Uma palavra repetida: obrigado

Shevchuk repetiu várias vezes o agradecimento ao Papa. Ele citou os apelos constantes pelo fim da guerra e a atenção dada a Oleshky, cidade ocupada pelos russos, onde a população sofre com a falta de comida, água e remédios.

Também agradeceu as duas ligações telefônicas de Leão XIV, uma ao presidente Putin e outra ao presidente Zelensky, para pedir uma trégua humanitária na cidade. A chamada a Putin foi feita enquanto o Papa estava internado no Hospital Gemelli.

O arcebispo ainda lembrou que Francisco chamava a Ucrânia de país "atormentado". Para ele, a Santa Sé segue uma "diplomacia humanitária": uma ajuda que busca aliviar o sofrimento de quem não pega em armas.

Prisioneiros e crianças no centro da missão

A missão humanitária da Santa Sé, iniciada no pontificado anterior e retomada por Leão XIV, tem três frentes principais. Shevchuk as destacou na audiência:

  • aliviar o sofrimento dos civis;
  • conseguir a libertação de prisioneiros e de civis em cativeiro;
  • fazer voltar para casa as crianças ucranianas levadas para longe de suas terras.

No verão europeu, o cardeal Matteo Zuppi e dom Paul Richard Gallagher viajaram a Kiev e a Moscou. Zuppi preside a Conferência Episcopal Italiana. Gallagher é o responsável pelas relações do Vaticano com os Estados.

Zuppi visitou um centro de detenção russo onde estão presos ucranianos capturados em combate. Segundo Shevchuk, foi a primeira vez que um representante de uma instituição internacional entrou num lugar assim. Para ele, é sinal de que "o Senhor Deus se recorda de todos".

Shevchuk lembrou ainda uma fala de Gallagher em Moscou: a guerra não tem solução militar. É preciso criar condições para um caminho político e de diálogo.

Inverno duro e ajuda a caminho

O arcebispo falou dos desafios de mais um inverno rigoroso, com a estrutura do país bombardeada. Pediu ao Papa o apoio e a solidariedade dos católicos do mundo inteiro.

A resposta já tem data. De 27 a 30 de outubro, dom Luis Marín de San Martín, o esmoleiro do Papa, vai à Ucrânia. Ele é o prefeito do Dicastério para o Serviço da Caridade, órgão do Vaticano que cuida da ajuda aos necessitados. Levará alimentos, remédios e outros itens básicos, além da proximidade de Leão XIV. A Igreja greco-católica ucraniana participa dessa missão na linha de frente.

Shevchuk também contou ao Papa sobre o último Sínodo dos Bispos da sua Igreja, dedicado às vocações ao sacerdócio e à vida consagrada. Em meio à guerra e à queda da população, ele quer cultivar novas vocações. Leão XIV, segundo o arcebispo, agradeceu o testemunho de fé de bispos, padres, monges e fiéis. Shevchuk garantiu orações pela recuperação do Papa depois da cirurgia no tórax.

Presentes e encontros anteriores

Entre os presentes, havia um selo e um folheto temáticos do Vaticano, feitos com os Correios do Vaticano, sobre três eventos importantes da Igreja greco-católica ucraniana. Também veio um selo ucraniano com a imagem de Leão XIV, "como sinal de gratidão" pela missão humanitária. O arcebispo deu ainda um álbum de fotos chamado Peregrinos da Esperança e o livro Hemingway não sabe nada, de Arthur Dron, veterano da guerra.

O primeiro encontro oficial foi em 15 de maio de 2025. Em 28 de junho, o Papa participou na Basílica de São Pedro do Jubileu dessa Igreja e falou de "uma guerra sem sentido". Em 12 de fevereiro de 2026, Shevchuk já havia entregado uma lista com 400 nomes de prisioneiros.

O que isso pede de nós, aqui

A guerra parece longe, mas a oração encurta a distância. Em casa, você pode rezar um terço pela paz, lembrando das famílias que esperam um filho preso ou uma criança levada embora. Na paróquia, vale pedir ao padre uma intenção pela Ucrânia na missa. Há também orações para rezar em família e outras notícias da Igreja para acompanhar.

Se quiser organizar a semana de oração, marque no calendário os dias de 27 a 30 de outubro, quando a ajuda do Papa chega à Ucrânia. Reze também pela saúde de Leão XIV.

Fonte

Notícia escrita pela redação do Portal Católico da Fé com informações de Vatican News.

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