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Chaves de São Pedro

1921 a 2016 · arcebispo de São Paulo de 1970 a 1998 · cardeal desde 1973 · Cardeal e arcebispo emérito de São Paulo (falecido em 2016)

Dom Paulo Evaristo Arns

São Paulo (SP) · Redação Portal Católico da Fé · Revisado periodicamente pela Equipe de Catequistas

Resumo

  • Franciscano nascido em Forquilhinha (SC), em 1921
  • Arcebispo de São Paulo de 1970 a 1998, com o lema "De esperança em esperança"
  • Criou a Comissão Justiça e Paz e coordenou o projeto Brasil: Nunca Mais

Origem e formação

Paulo Evaristo Arns nasceu em 14 de setembro de 1921, em Forquilhinha (SC). Era uma colônia de descendentes de alemães. Filho de Gabriel Arns e Helena Steiner, tinha treze irmãos. Entre eles estava a médica Zilda Arns, ligada à Pastoral da Criança.

Em 1939, entrou na Ordem dos Frades Menores, os franciscanos, que seguem o exemplo de São Francisco de Assis. Estudou na Universidade de Sorbonne, em Paris, e se especializou em línguas clássicas e em patrística, o estudo dos primeiros escritores cristãos. Deu aulas em Petrópolis (RJ) e também atuou como jornalista.

Padre, bispo e cardeal

Dom Paulo foi ordenado padre em novembro de 1945, em Petrópolis (RJ). Em 1966, foi nomeado bispo auxiliar de São Paulo. Recebeu a ordenação episcopal em 3 de julho daquele ano, na igreja matriz de Forquilhinha.

Em 1970, o Papa Paulo VI o nomeou arcebispo de São Paulo. Em 1973, o mesmo papa o criou cardeal. Ele escolheu como lema episcopal a frase Spe in spem, que significa "De esperança em esperança".

Quase 28 anos à frente da arquidiocese

Dom Paulo dirigiu a Arquidiocese de São Paulo de 1970 a 1998. Nesse tempo, criou 43 paróquias. Também apoiou a criação de mais de 2 mil Comunidades Eclesiais de Base, grupos de fé e de convivência nos bairros. Segundo os franciscanos, vendeu o palácio episcopal na chamada Operação Periferia.

Veja algumas ações registradas nas fontes:

  • Em 1972, criou a Comissão Justiça e Paz de São Paulo, que amparou presos políticos e suas famílias.
  • Incentivou a Pastoral da Moradia e a Pastoral Operária.
  • De 1979 a 1985, coordenou com o pastor presbiteriano Jaime Wright o projeto Brasil: Nunca Mais, que reuniu documentos sobre a tortura no país.
  • Segundo a Pastoral da Criança, a ideia de a Igreja cuidar da sobrevivência infantil veio dele. Ele convidou a irmã, Zilda Arns, para desenvolver o projeto levado à CNBB.

Em 1998, Dom Cláudio Hummes assumiu a arquidiocese. Você pode conhecê-lo em nossa matéria sobre o Cardeal Cláudio Hummes.

Reconhecimentos e falecimento

Dom Paulo escreveu 56 livros e recebeu mais de cem títulos no Brasil e no exterior. Em 1977, recebeu o título de Cidadão Paulistano. Em 1989, foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz. Desde 2014, a Prefeitura de São Paulo entrega um prêmio anual de Direitos Humanos com o nome dele.

Ele morreu em 14 de dezembro de 2016, em São Paulo, aos 95 anos. Estava internado no Hospital Santa Catarina com broncopneumonia. O cardeal Odilo Scherer comunicou a morte e convidou todos à oração. O corpo foi velado na Catedral da Sé, onde Dom Paulo foi sepultado.

Perguntado como gostaria de ser lembrado, ele respondeu com simplicidade: "amigo do povo". Para acompanhar as datas importantes da Igreja, use o nosso calendário.

Fontes

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