Leão XIV recebe judeus e pede fim do ódio e do preconceito
Publicado em 22/10/2026 · Redação Portal Católico da Fé · Revisado periodicamente pela Equipe de Catequistas
Foto: Deblu68, Domínio público
Resumo
- No dia 22 de outubro, o Papa recebeu no Vaticano o Comitê Judaico Americano.
- Leão XIV pediu amizade com gestos concretos e rejeitou todo ódio religioso e étnico.
- O recado vale para a família, a paróquia e o trabalho: discordar não dá licença para desprezar.
Papa recebe judeus americanos no Vaticano
Na quinta-feira, 22 de outubro, o Papa Leão XIV recebeu no Vaticano os membros do American Jewish Committee, o Comitê Judaico Americano. É uma organização judaica dos Estados Unidos que mantém há muito tempo diálogo e cooperação com a Igreja Católica.
Na saudação, o Papa falou da amizade entre judeus e católicos. Lembrou que o mundo vive hoje marcado por violência, desconfiança e novas formas de hostilidade. Por isso, disse ele, essa amizade precisa dar frutos concretos de paz.
A cena pode parecer distante de quem mora numa cidade do interior ou num bairro de periferia. Mas o recado do Papa serve para a mesa de casa, para o grupo da família e para a porta da igreja.
Uma amizade que vem de São João Paulo II
O encontro aconteceu no dia em que a Igreja celebra a memória litúrgica de São João Paulo II. Memória litúrgica é a lembrança de um santo no calendário das missas. Leão XIV chamou o santo polonês de seu “amado predecessor” e destacou o que ele fez pela aproximação entre judeus e católicos.
O Papa retomou uma frase que João Paulo II disse ao Conselho de Governadores do Comitê, em 1995: o diálogo entre cristãos e judeus deve ter “expressão eloquente” na vida das duas comunidades. Em outras palavras, a amizade não pode ficar só em reuniões e documentos. Precisa aparecer no dia a dia de quem reza e de quem convive.
Para Leão XIV, essa afirmação continua atual. Ele a ligou ao compromisso antigo do Comitê com o diálogo com a Igreja. Para conferir quem a Igreja lembra em cada dia, vale consultar o calendário do portal.
O que o Papa pediu na prática
Leão XIV explicou que a amizade entre judeus e católicos tem raiz numa herança espiritual comum. Por isso, ela traz tarefas concretas. O Papa citou estes compromissos:
- Defender a dignidade de toda pessoa humana.
- Servir os pobres.
- Proteger a liberdade religiosa.
- Promover a justiça e a paz.
- Rejeitar todas as formas de ódio e discriminação por motivo religioso ou étnico.
Etnia quer dizer a origem de um povo, com sua cultura e suas tradições. O Papa espera que judeus e católicos mostrem essa fraternidade com gestos concretos. Segundo ele, esse testemunho ajuda a construir um mundo mais pacífico, algo que as pessoas de boa vontade desejam no coração.
“A Igreja não tolera o antissemitismo”
Antissemitismo é a hostilidade e o preconceito contra os judeus. Leão XIV recordou o que disse nos 60 anos da Nostra Aetate: a Igreja não tolera o antissemitismo e o combate “com base no próprio Evangelho”.
A Nostra Aetate é uma declaração do Concílio Vaticano II, de 1965. Ela trata da relação da Igreja com as religiões não cristãs e tem um trecho importante sobre o povo judeu.
A base dessa postura está na própria fé. Jesus nasceu judeu. Maria, José e os apóstolos também eram judeus. O Catecismo da Igreja Católica (n. 839) lembra que o povo da Aliança é aquele de quem Cristo nasceu segundo a carne. Quem lê o Antigo Testamento na Bíblia reza com palavras que Jesus conheceu e rezou, como os Salmos.
Divergir sem odiar
A frase mais forte do discurso foi esta: as divergências de opinião, “por mais profundas que sejam”, jamais devem dar origem ao preconceito e à hostilidade. O Papa explicou que esse tipo de atitude mina os fundamentos morais da sociedade.
Ele falou ao Comitê Judaico, mas o princípio cabe em muitas situações comuns. Uma discussão sobre política na ceia de família, uma briga de vizinhos ou um comentário maldoso no grupo da paróquia. Pensar diferente é normal. Transformar a diferença em desprezo pela pessoa é o que o Papa pede para evitar.
Leão XIV encerrou agradecendo a visita, garantindo suas orações aos participantes e dizendo “Shalom!”. É a palavra hebraica para “paz”, e também uma saudação usada entre os judeus.
Para levar para casa
Esta semana, vale prestar atenção no que se diz em casa e no celular. Se aparecer uma piada ou um comentário que humilha alguém por causa da religião ou da origem, não ria e não repasse. Se houver crianças por perto, aproveite para explicar com calma que Jesus nasceu numa família judia.
Que tal rezar em família por esta intenção? Uma sugestão simples: um Pai-Nosso pela paz no mundo e por todos os povos que sofrem com a violência. Para acompanhar outras falas do Papa, veja as notícias do portal.
Fonte
Notícia escrita pela redação do Portal Católico da Fé com informações de Vatican News.
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